segunda-feira, janeiro 31, 2011

Reflexão

“... uma mãe é um vulcão, um furacão, uma enchente, uma tempestade, um terremoto. Uma mãe é invencível. Não há perda que ela não transforme em força. Não há passado que ela não emoldure e coloque na parede. Não há medo que a mantenha quieta por muito tempo”

Fonte: Livro Doidas e Santas de Martha Medeiros.

A vida por uma ralo - Menino morre após ser sugado por tubulação em piscina de SP

Oi Queridos
Estou postando esta notícia pois julgo ser de extrema importância . Este tipo de acidente ou acidentes semelhantes são mais comum do que se imagina , portanto muita atenção, principalmente agora no verão , onde todos querem se refrescar numa bela piscina . Atenção com crianças nunca é demais, principalmente com especiais , que muitas vezes diante de uma situação não sabem gritar por socorro .


Menino morre após ser sugado por tubulação em piscina de SP


O descaso e a banalização com a vida humana chega ao fundo do poço, ou melhor, da piscina. É cada vez mais frequente o número de casos, principalmente envolvendo crianças, de equipamentos de sucção aquática que causam tragédias

Um menino de 5 anos morreu afogado em uma piscina do Clube Náutico de Taquaritinga, a 330 km de São Paulo, no final da tarde de domingo. A criança, que é filha de um policial militar, foi sugada pela tubulação que retirava a água da piscina.
De acordo com a Polícia Civil, os funcionários do clube ligaram o sistema de drenagem da água por volta das 19h, quando ainda havia várias pessoas dentro da piscina. O menino, que tinha acabado de pular na água, foi sugado por um duto. O pai e alguns amigos tentaram resgatar a criança, mas ela já estava morta.
Segundo a polícia, os dois funcionários que trabalhavam no local no momento do acidente prestaram depoimento esta manhã. Eles afirmaram que esse é um procedimento de rotina realizado no final do dia, mas que não perceberam que ainda havia pessoas dentro da água.
De acordo com a Polícia Civil, os funcionários poderão ser autuados por homicídio culposo, sem intenção de matar.


Como disse anteriormente este tipo de acidente é mais comum do que se imagina e a sua principal causa é o mau dimensionamento dos drenos colocados nas piscinas, que por estarem superdimensionados acabam sugando nossas crianças levando à morte por afogamento,  ou quando não morrem , as deixam com graves lesões cerebrais devido à falta de oxigenação no cérebro .



Barriga de uma criança sugada por um ralo de piscina 
Fonte : Internet 
Esta sucção , como podemos observar na foto acima pode se dar em partes do corpo como a barriga ( criança muito próxima a um ralo / dreno onde a força de sucção da água esteja muito além das forças da criança ) , assim como braços/mãos , pernas/pé e cabelos . 
Um dos casos mais conhecidos no Brasil é o de Flávia, que está em coma vigil desde que se acidentou na piscina do prédio onde morava, em Moe­ma, zona sul de São Paulo, onze anos atrás. A mãe, Odele Souza, conta que Flávia, então com 10 anos de idade, desceu do apartamento para a área de lazer do prédio, na companhia do irmão de 14 anos, para nadar na piscina, cuja profundidade máxima era até pou­co abaixo dos ombros da menina. Dentro da água, ela teve os cabelos sugados pelo ralo de fundo da piscina. Ao ser retirada de lá, ela já apresentava lesões cerebrais que a levaram ao coma irreversível. “Minha filha vive, desde então, à margem da vida. Decidi transformar essa dor, que está tatuada na minha alma, em algo produtivo. Por isso criei o blog ‘Flávia Vivendo em Coma’  (http://www.flaviavivendoemcoma.blogspot.com/). Um dos principais objetivos é alertar as pessoas sobre os riscos que os ralos de piscina podem representar. Meu desejo é evitar que mais tragédias como essa, que destruiu a vida de minha filha, e também a minha, continuem acontecendo”, declara.


Foto da Flávia, que está em coma à 13 anos devido a um acidente
causado pelo ralo de uma piscina .

No caso de Flávia, o acidente aconteceu pelo fato de o ralo estar superdimensionado. Os moradores do prédio onde ela morava haviam decidido aquecer a água da piscina e, para isso, substituíram o equipamento de sucção, que tinha motor de 0,50 cv (meio cavalo-vapor) por outro com o triplo de potência. De acordo com o laudo técnico emitido após perícia, determinada pela Justiça, essa potência seria adequada para uma piscina de 104m3 de água, e não para uma de 43m3, como aquela na qual Flávia se acidentou. A superpotência estava 78% acima do admitido. “A troca foi feita pelo prédio sem orientação ou supervisão técnica.” Odele processou o condomínio e a empresa fabricante do equipamento de sucção. O resultado do processo saiu na primeira semana de março deste ano, dez anos depois de iniciado na Justiça. O fabricante foi inocentado, mas o condomínio foi considerado 100% responsável pela tragédia.
“As causas de acidentes por sucção nas piscinas estão associadas a ralos destampados ou com tampas quebradas, por falta de manutenção, e ao desrespeito às normas da ABTN para construção de piscinas”, afirma o empresário e vice-presidente da Associação Na­cional dos Fabricantes e Cons­tru­to­res de Piscinas e Produtos Afins (Anapp), Augusto César Araújo. Entre as normas determinadas pela ABTN, está uma velocidade máxima de sucção e a exigência de um mínimo de dois ralos de fundo. “Ao construir uma piscina, essas normas precisam ser seguidas. Além disso, jamais seu motor bomba deve ser trocado, sem que haja uma cuidadosa orientação técnica”, afirma. Mas esses cuidados, lembra Augusto, não surtem efeito se não for feita a manutenção dos equipamentos, já que o simples fato de a tampa de um ralo de fundo estar solta pode causar acidentes graves. O que acontece nesses casos é que a potência de sucção se torna maior, pois ela é proporcional à área da tampa.
Foi um descuido como esse que matou o menino Gabriel, de Franca, em dezembro último, e quase matou o filho do empresário Jonatas Abbott, Gustavo, na época com 7 anos de idade, em outubro de 2007. O ralo da piscina de um hotel onde a família se hospedava, em Salvador, estava sem tela de proteção. A criança sabia nadar e já havia mergulhado diversas vezes na água, quando, numa dessas investidas, teve o braço sugado pelo ralo, até o ombro, a uma profundidade de 1,80 metro. A força de sucção foi tão grande que Jonatas avalia que, se não houvesse alguns adultos por perto, naquele momento, não teria sido possível salvar Gustavo. “O primeiro adulto que tentou arrancá-lo do ralo não conseguiu, pelo fato de a força da bomba ter provocado um inchaço na altura do cotovelo do meu filho. Foi então que um deles teve o lampejo de abraçar o Gustavo por trás e apoiar os dois pés no fundo da piscina para, com toda a força, arrancá-lo de lá. Ele me contou que quando o Gustavo saiu, parecia uma rolha de Champanhe, tal a maneira como estava preso”, relata Jonatas.
Segundo o empresário, o siste­ma de sucção do hotel onde eles estavam hospedados era antigo, por isso deveria estar desligado enquanto pessoas estivessem usando a piscina. Jonatas decidiu processar o hotel onde seu filho quase morreu. “Quero me certificar de que nenhuma outra criança passará por isso naquela piscina”, diz.
Para se evitar acidentes como esses, estão surgindo no mercado alguns equipamentos que visam aumentar a segurança dentro das piscinas. Um deles é uma válvula antivácuo, que faz com que a bom­ba desarme quando sua pressão interna é aumentada – fenômeno que acontece quando alguém ou algo é sugado pelo ralo e obstrui a passagem de água. Outro produto é um ralo anti-hair, que evita que o cabelo seja entrelaçado na grade de proteção. “Quando isso acontece, sempre há morte, porque não adianta tentar puxar a pessoa, já que os cabelos dão um nó na grade. A única saída seria cortar os cabelos, e nunca há tempo para isso”, observa Augusto, que conta que uma nova lei entrou em vigor nos Estados Unidos, em dezembro passado, obrigando todas as piscinas públicas ou comerciais daquele país a adotarem esse equipamento. Entre 1999 e 2007, ocorreram 74 acidentes em ralos de piscinas nos Estados Unidos, totalizando 63 feridos e 9 mortes. “As pessoas precisam se conscientizar do real perigo que os ralos de piscina podem representar. Os fabricantes desses equipamentos, principalmente, têm papel fundamental nisso, porque o usuário não tem como saber se a piscina é segura ou não”, acredita Odele, mãe de Flávia. “Penso que se minha filha não morreu, e ainda está aqui, é porque a presença dela pode ajudar nesse alerta.” 


Como a mãe da Flávia , a Odele pede que divulguemos este terrível acidente com o objetivo de conscientizar a todos sobre a gravidade desta situação e tentar mobilizar os nossos governantes acerca da criação de leis que venham a controlar/normatizar esta atividade, colocarei na barra lateral do blog um vídeo, com um resumo das história de Flávia. Por favor assistam e acessem o blog da Odele .
Fonte : Terra Notícias  e Revista Viver Brasil


Beijos ,
Silvana

Sentiram minha falta ?

Oi pessoal , como andam as coisas por aí  ?
Sentiram minha falta ? Nenhum post hein? Confesso que estava sentindo falta de algo lá onde eu estava e era isso... Meu blogzinho.
Aí vcs perguntam : Mas porque não postou de lá mesmo ? Rs lá não tem nem internet . Tem uma televisão que além de pegar muito mal ainda o João Pedro não deixa ninguém assistir ... Só ele assiste aos DVD's dele. Pois é eu estava na roça ( não, não estava no " paredão " do reality show "A  fazenda " e muito menos estava em uma situação complicada) estava na roça , literalmente . Gente é tão longe, mas tão longe que eu nem chamo mais pelo nome eu chamo de  " Tão Tão Distante " lembra do filme do Shrek, pois é . Dá vontade de ir pelo caminho todo : - A gente já chegou ???? Mas ai do meu marido se ele responder : - Não, burro ... rsrsrs
Fui lá ver o JP que está " de boa " desde a quarta-feira passada , só tomando banho de rio, brincando na areia, jogando bola , tomando banho no chafariz e fazendo arte que é o que ele faz de melhor . Sem contar que tem um zilhão de primos lá . Fomos no sábado e voltamos no domingo. E boatos dão conta que João e a vó só vem para casa na quarta-feira próxima ( Opa! não quero ouvir nenhum tipo de comentário : " Aêê aproveita para encomendar um irmãozinho para o Peu" ou " Ahã , em lua de mel hein ? " rsrsrs .
Fato é que lá em sempre bom para quem quer ficar sem fazer nada , só de cara pra cima, comendo ( aliás cheguei a uma conclusão que ficar sem fazer nada dá uma fome , meu Deus ) ... Bom também para tomar água de coco, banho de rio e tirar fruta no pé .
Ah , e no domingo fizemos uma churrasquinho por que era níver de Edi, meu esposo .
Bom, é só isso por enquanto . Mais tarde eu volto ... Abaixo umas fotinhos lá de Tão Tão Distante ...

Beijos
Silvana

Da Esq p/ direita : Iasmim, João ( meu filho ) 
e minha vó Tonha ( Bisa de João ) 
João todo garboso !
Ai que delícia ! 

João e a prima Iasmim no rio





 

sábado, janeiro 29, 2011

Declaração de Amor ...

No final do arco-íris tem um pote de ouro...


E o meu pote de ouro chama-se :


Beijos

Silvana

Artigo - 4 dicas para o dia a dia da criança autista

1. Trabalhe para a independencia de seu filho.
  • Incentive seu filho a se vestir sozinho. Uma técnica muito utilizada é começar deixando apenas o último passo para ele. Se estiver ensinando a vestir uma camiseta, coloque tudo e deixe apenas que ele puxe para passar a cabeça; se for uma calça, coloque as pernas e deixe que ele a puxe até a cintura. Assim ele entenderá que a ação era vestir a peça. Vá retrocedendo em pequenos passos até que ele execute a ação de forma inteiramente independente.
  • Incentive-o também, da mesma forma, a se servir, comer, beber e assim por diante.
Ao fazer isto, fique calma e elogie tranquilamente cada pequeno avanço. Não fale mais que o necessário e evite irritar-se com pequenos retrocessos. Pense que neste momento você é mais que um pai e uma mãe. Você é um pai ou uma mãe que está cumprindo um papel muito importante para seu filho.

2. Estabeleça rotinas que facilitem a organização de seu filho.
A criança autista tem uma tendencia muito grande a se fixar em rotinas. Você pode utilizar isso a favor da tranquilidade da mesma. Por exemplo, para organizar uma boa noite de sono, em horários pré-fixados, dê o jantar, o banho, vista o pijama, coloque-a na cama e abaixe a luz. A ordem pode ser esta ou alguma outra um pouco diferente, de acordo com sua preferência.
Nada melhor para enfrentar um dia duro de trabalho que uma boa noite de sono. E uma rotina para encerrar o dia funciona bem para a maioria das pessoas.
Mas tente fazer disto uma forma natural de encerrar o dia de seu filho, e não um ponto de atrito entre membros da família.

3. Ensine seu filho a quebrar rotinas.
  • Faça pequenas mudanças na vida diária, no começo de preferência uma de cada vez. Mude o lugar de seu filho à mesa, tente variar a comida, colocar a TV em um canal que não seja o preferido dele, mude o caminho de ir à escola. As rotinas não são imutáveis, e é melhor que seu filho aprenda isto desde cedo.
  • Você pode achar paradoxal, mas ao mesmo tempo em que a rotina é importante, é importante também aprender a aceitar mudanças.
4. Frequente locais públicos com seu filho.

Se seu filho for pequeno, dê preferência a parques públicos onde ele possa brincar em atividades necessárias para qualquer criança - principalmente para ele -, como escorregar, balançar-se, pendurar-se, etc.
Se ele for maior, faça caminhadas em parques, será muito bom tanto para você quanto para ele.
É importante frequentar locais públicos com seu filho, mesmo porque algumas vezes isto é inevitável.
Se você tiver oportunidade de organizar-se neste sentido, depois de algum tempo vai perceber que realmente valeu a pena.

Fonte: Autismo - Guia Prático (Ana Maria S. Ros de Mello)

Dica de Leitura - O autismo sob o olhar da terapia ocupacional


Gente , segue uma dica maravilhosa de leitura . Esse tipo de post será constante aqui no blog, para que possamos cada vez mais nos aprofundar neste assunto.  Trarei sempre dicas de livros que já li, para que possa indicar com propriedade , salvo se algum escritor pedir para divulgar.
Este livro é muito bom, tem uma linguagem prática e clara, de fácil entendimento para alguns nós, leigos no assunto.
Enfim, para adquirí-lo basta enviar um e-mail para a escritora, a Ariela Goldstein, do blog Terapia Ocupacional Pediátrica .

Informações: arielagoldstein@gmail.com


Recomendo muito !!!!

Beijos

Silvana

sexta-feira, janeiro 28, 2011

Escolas que incluem de verdade | Inclusão | Nova Escola

Pessoal, visitem o link abaixo e veja uma galeria de fotos de escolas que verdadeiramente lutam para que a inclusão ocorra da melhor forma possível. 




Escolas que incluem de verdade | Inclusão | Nova Escola


Fonte - Revista Nova Escola

A experiência de Matheus, um aluno autista, na escola

Conheça a história de Matheus Santana da Silva, 14 anos, autista . Ele estuda em uma turma regular de escola pública em São Paulo desde a 1a série.





Fonte - Revista Nova Escola
http://revistaescola.abril.com.br/inclusao/educacao-especial/experiencia-matheus-aluno-autista-escola-482092.shtml


Beijos


Silvana

Hiperatividade na Escola: Algumas Orientações de Como Trabalhar em Sala de Aula

A criança hiperativa mostra um grau de atividade maior que outras crianças da mesma faixa etária. Ou seja, há um grau usual de atividade motora que é padrão em crianças - que não é hiperatividade patológica.A diferença é que a criança hiperativa mostra um excesso de comportamentos, em relação às outras crianças, mostrando também dificuldade em manter a atenção concentrada, impulsividade e Ansiedade, inquietação, euforia e distração freqüentes podem significar mais do que uma fase na vida de uma criança: os exageros de conduta diferenciam quem vive um momento atípico daqueles que sofrem de Transtorno do Déficit de Atenção com Hiperatividade (TDAH), doença precoce e crônica que provoca falhas nas funções do cérebro responsáveis pela atenção e memória.


Dicas para o professor lidar com hiperativos


- Evite colocar alunos nos cantos da sala, onde a reverberação do som é maior. Eles devem ficar nas primeiras carteiras das fileiras do centro da classe, e de costas para ela;
- Faça com que a rotina na classe seja clara e previsível, crianças com TDAH têm dificuldade de se ajustar a mudanças de rotina;
- Afaste-as de portas e janelas para evitar que se distraiam com outros estímulos; - Deixe-as perto de fontes de luz para que possam enxergar bem;
- Não fale de costas, mantenha sempre o contato visual;
- Intercale atividades de alto e baixo interesse durante o dia, em vez de concentrar o mesmo tipo de tarefa em um só período;
- Repita ordens e instruções; faça frases curtas e peça ao aluno para repeti-las, certificando-se de que ele entendeu;
- Procure dar supervisão adicional aproveitando intervalo entre aulas ou durante tarefas longas e reuniões;
 - Permita movimento na sala de aula. Peça à criança para buscar materiais, apagar o quadro, recolher trabalhos. Assim ela pode sair da sala quando estiver mais agitada e recuperar o auto-controle;
- Esteja sempre em contato com os pais: anote no caderno do aluno as tarefas escolares, mande bilhetes diários ou semanais e peça aos responsáveis que leiam as anotações;
- O aluno deve ter reforços positivos quando for bem sucedido. Isso ajuda a elevar sua auto-estima. Procure elogiar ou incentivar o que aquele aluno tem de bom e valioso;
- Crianças hiperativas produzem melhor em salas de aula pequenas. Um professor para cada oito alunos é indicado;
- Coloque a criança perto de colegas que não o provoquem, perto da mesa do professor na parte de fora do grupo;
- Proporcione um ambiente acolhedor, demonstrando calor e contato físico de maneira equilibrada e, se possível, fazer os colegas também terem a mesma atitude;
- Nunca provoque constrangimento ou menospreze o aluno;
- Proporcione trabalho de aprendizagem em grupos pequenos e favoreça oportunidades sociais. Grande parte das crianças com TDAH consegue melhores resultados acadêmicos, comportamentais e sociais quando no meio de grupos pequenos;
- Adapte suas expectativas quanto à criança, levando em consideração as deficiências e inabilidades decorrentes do TDAH. Por exemplo: se o aluno tem um tempo de atenção muito curto, não espere que se concentre em apenas uma tarefa durante todo o período da aula;
- Proporcione exercícios de consciência e treinamento dos hábitos sociais da comunidade. Avaliação freqüente sobre o impacto do comportamento da criança sobre ela mesma e sobre os outros ajuda bastante.
- Coloque limites claros e objetivos; tenha uma atitude disciplinar equilibrada e proporcione avaliação freqüente, com sugestões concretas e que ajudem a desenvolver um comportamento adequado;
- Desenvolva um repertório de atividades físicas para a turma toda, como exercícios de alongamento ou isométricos;
- Repare se a criança se isola durante situações recreativas barulhentas. Isso pode ser um sinal de dificuldades: de coordenação ou audição, que exigem uma intervenção adicional.
- Desenvolva métodos variados utilizando apelos sensoriais diferentes (som, visão, tato) para ser bem sucedido ao ensinar uma criança com TDAH. No entanto, quando as novas experiências envolvem uma miríade de sensações (sons múltiplos, movimentos, emoções ou cores), esse aluno provavelmente precisará de tempo extra para completar sua tarefa.
- Não seja mártir! Reconheça os limites da sua tolerância e modifique o programa da criança com TDAH até o ponto de se sentir confortável. O fato de fazer mais do que realmente quer fazer, traz ressentimento e frustração.
- Permaneça em comunicação constante com o psicólogo ou orientador da escola. Ele é a melhor ligação entre a escola, os pais e o médico.


Por Dirce Porto

Estratégias para ajudar a criança a construir palavras simbólicas

 - Identifique situações do dia a dia que a criança reconheça e goste e mantenha brinquedos disponíveis para poder brincar sobre essas situações.
- Crie situações de faz-de-conta que despertem o interesse da criança.

- Deixe a criança descobrir o que é real e o que é ilusão. Deixe-a tentar vestir a roupa da boneca mesmo que não caiba; vestir-se de pirata e faça de conta que ela é o pirata. Se estiver com sede convide para tomar um chá, sente-se e brinque pretendendo ser uma festinha. Quando ela estiver com fome brinque de cozinhar invente ou crie um banquete real com comida.

- Estimule brincadeiras em que pretenda ser outra pessoa, se subir na suas costas finja ser um cavalo, no sofá uma montanha, ao brincar na piscina faça de conta que esta é ser o mar.

- Use bonecos para representar a família.

- Crie símbolos para os objetos ao brincar: p. e., a bola é um bolo.

- Ajude a criança a elaborar as direções ao brincar: quem esta dirigindo; onde está indo; porque está indo embora (mantenha a conversa o máximo possível e use palavras como: quem, o que, onde, por que).

- Quando aparecerem problemas crie uma solução simbólica para ajudar a resolvê-los.

- Brincando crie situações como se a boneca estivesse doente fazendo de conta que você e a criança são médicos, usando brinquedos iguais aos instrumentos dos médicos para ajudá-la. Crie situações em que o carro quebre e use as ferramentas para concertar (se envolva na trama, encoraje a imaginação).

- Faça perguntas a bonecas.Crie obstáculos na brincadeira, mude sua voz para ser outra pessoa.
- Use figuras que a criança goste como Barbie, Mônica, Homem-aranha.
- Adote um tema para trabalhar.

- Trabalhe a fantasia e a realidade.Deixe a criança dirigir, a brincadeira não precisa ser real, mas dê encorajamento à lógica.

- Foque no processo, identifique começo, meio, fim. Qual será o seu personagem (chore quando se machucar, mostre felicidade em situasões felizes, dê risadas, faça “voz de mau”. Dramatize para caracterizar e reconhecer as emoções. Reflita idéias e sentimentos brincando e no dia-a-dia).

- Discuta situações abstratas como homem malvado, o mocinho da historia, separação, ciúme, medo, ódio e outros.

- Brincando simbolicamente e conversando, deixe a criança atuar para compreender e superar obstáculos e, assim, alcançar o controle das emoções e das novas experiências.
Blog da minha querida Ariela Goldstein ( Terapeuta Ocupacional )
Beijos
Silvana

quinta-feira, janeiro 27, 2011

João Pedro Cantando " O Ciclo sem fim "



Meu BB ! 
# sou louca por este menino!!!!!
Chegará a hora de ver o rostinho deste reizinho .
Calma, calma !!!


Beijos 
Silvana 

Artigo – 14 Dicas de ensino para crianças e adultos com autismo

Dicas valiosas da experiência de um autista.
"Bons professores me ajudaram a atingir o sucesso. Eu estava pronto para superar o autismo porque eu tive bons professores. Na idade de dois anos e meio, eu fui colocado num berçário estruturado com professores experientes. Desde a idade de muito cedo, fui ensinado a ter boas maneiras e a me comportar a mesa do jantar. Crianças com autismo precisam ter o dia estruturado e professores que saibam ser firmes, mas humanos."

1) Muitas pessoas com autismo são pensadores visuais.
"Eu penso por imagens. Eu não penso por linguagem. Todos os meus pensamentos são como vídeo-tapes correndo em minha imaginação. Imagens são minha primeira linguagem. Os substantivos foram as palavras mais fáceis de aprender, porque eu podia formar uma imagem em minha mente.
 
Para aprender palavras como "embaixo" e "em cima", o professor pode mostrá-las para a criança. Por exemplo: Pegar o avião de brinquedo e dize: "em cima", enquanto faz o avião levantar da cadeira."


2) Deve-se evitar séries de instruções verbais longas. 
 
"Eu sou inábil em lembrar seqüências. Se eu pergunto a localização de um posto de gasolina, eu posso lembrar apenas três passos. Localização com mais de três instruções tem que ser escritas. Eu ainda tenho dificuldade de lembrar números de telefones, porque eu não posso formar uma
imagem em minha mente.
 
Pessoas com autismo têm problemas de lembrar seqüências. Se a criança sabe ler, escreva as instruções no papel. "
 
 
3) Muitas crianças com autismo são bons desenhistas, artistas e programadores de computador.
 
"Estes tipos de talento poderiam ser encorajados. Eu penso que há necessidade de dar mais ênfase no desenvolvimento dos talentos das crianças."
 
 
4) Muitas crianças autistas têm fixação em um assunto, como trens ou mapas.
 
"A melhor forma de trabalhar com essas fixações é usá-las como motivos de trabalhos escolares. Ex.: Se uma criança gosta de trens, então use trens para ensiná-la a ler e fazer cálculos. Leia um livro sobre trens e faça problemas matemáticos com trens. Por exemplo: calcule a distância que um trem percorre para ir de Nova Iorque a Washington."
 
5) Use métodos visuais concretos para ensinar números e conceitos.
"Meus pais me deram um brinquedo matemático que me ajudou a aprender números. Ele consistia em um jogo de blocos que tinha comprimentos diferentes e cores diferentes para os números de uma a dez. Com isto, eu aprendi a adicionar e subtrair. Para aprender frações, meu professor tinha uma maçã de madeira cortada em quatro partes e uma pêra cortada ao meio. A partir daí, eu aprendi o conceito de quatro e metades."

6) "Eu tinha a pior letra da minha classe", o que fazer?
Muitas crianças autistas têm problemas com controle motor de suas mãos. Letra bonita é algumas vezes muito difícil. Isto pode frustrar totalmente a criança. Para reduzir a frustração e ajudar a criança a adquirir escrita, deixe-a digitar no computador. Digitar é, as vezes, muito mais fácil."
 
7) O desafio de aprender a ler.
"Algumas crianças autistas aprenderão a ler mais facilmente por métodos fônicos, e outras aprenderão com a memorização das palavras. Eu aprendi pelo método fônico."
 
8) O incômodo com sons altos.
" Quando eu era uma criança, sons altos como o da campainha da escola, feriam os meus ouvidos como uma broca de dentista fere um nervo.  Crianças com autismo precisam ser protegidas de sons que ferem seus ouvidos. Os sons que causam os maiores problemas são: campainhas de escola, zumbidos no quadro de pontuação dos ginásios, som de cadeiras se arrastando pelo chão. Em muitos casos a criança estará pronta para tolerar o sino ou zumbido se ele for abafado simplesmente pelo recheio de um tecido, papel ou um tipo de cadarço ou cordão. O arrastar de cadeiras pode ser silenciado com colocação de borrachas de tênis ou carpetes. A criança pode temer uma determinada sala, porque tem medo que de repente possa ser submetida ao agudo do microfone vindo do sistema amplificador. O medo de um som horrível pode causar péssimo comportamento."
 
9) Algumas pessoas autistas são importunadas por distrações visuais ou luzes fluorescentes.
"Elas podem ver a centelha do ciclo 60 de eletricidade. Para evitar este problema, coloque a carteira da criança perto da janela ou tente evitar usar luzes fluorescentes. Se as luzes não podem ser evitadas, use as lâmpadas mais novas que você puder conseguir. Lâmpadas mais novas tremem menos."

10) Algumas crianças autistas hiperativas serão por vezes acalmadas se elas forem vestidas com um colete com enchimento.
"A pressão da roupa ajuda a acalmar o sistema nervoso. Eu fui grandemente acalmado por pressão. Para melhores resultados, a roupa poderia ser vestida por vinte minutos e então retirada por alguns minutos. Isto previne o sistema nervoso de se adaptar a ela."

 
11) Interação para melhorar o  contato visual e a fala.
"Algumas pessoas com autismo em particular, responderão melhor e terão melhorado o contato visual e a fala se o professor interagir com elas enquanto estiverem nadando ou rolando em uma esteira. A introdução sensória pelo balanço ou a pressão de esteira algumas vezes ajuda a melhorar a fala. O balanço pode ser feito como um jogo divertido. Ele NUNCA deve ser forçado."

12) Algumas crianças e adultos podem cantar melhor que falar.
"Eles podem responder melhor se as palavras forem cantadas para eles. Algumas crianças com extrema sensibilidade sonora responderão melhor se o professor falar com elas em um leve sussurro."

13) Algumas crianças e adultos não-verbais podem não processar estímulos visuais e auditivos ao mesmo tempo.
"Elas são monocanais. Elas podem não ver ou ouvir ao mesmo tempo, e não podem ser chamadas a ver e ouvir ao mesmo tempo. A elas poderá ser dada ou uma tarefa auditiva ou uma tarefa visual. Seu sistema nervoso imaturo não está apto a processar simultaneamente estímulos visuais e auditivos."

14) Em crianças não-verbais mais velhas e adultos, o tato é algumas vezes seu senso mais confiável.
"Letras podem ser ensinadas ao deixá-las tatear letras plásticas. Crianças autistas podem aprender sua rotina diária, sentindo objetos alguns minutos antes da atividade programada. Por exemplo: 15 minutos antes do almoço, dê a elas uma colher para segurar. Alguns minutos antes de sair de carro, deixe-as pegar um carrinho de brinquedo."
 
 
Fonte: Autism.org | Traduzido por Kathia, Delegada regional – MG

Artigo - Mitos e verdades sobre o Autismo

Por Lucy Santos
 
Nestes anos de luta, vi muita coisa errada sobre o autismo, algumas me levaram a atitudes que hoje sei serem inadequadas. Muitas desinformações nos levam a problemas emocionais, a dificuldades mil que podem e devem ser evitadas:
 
O Mito: os autistas têm mundo próprio.
A Verdade: os autistas têm dificuldades de comunicação, mas mundo próprio de jeito nenhum. O duro é que se comunicar é difícil para eles, nós não entendemos, acaba nossa paciência e os conflitos vêm. Ensiná-los a se comunicar pode ser difícil, mas acaba com estes conflitos.

O Mito: os autistas são super inteligentes.
A Verdade: assim como as pessoas normais, os autistas têm variações de inteligência se comparados uns aos outros. É muito comum apresentarem níveis de retardo mental.

O Mito: os autistas não gostam de carinho.
A Verdade: todos gostam de carinho, com os autistas não é diferente. Acontece que alguns têm dificuldades com relação à sensação tátil, podem sentir-se sufocados com um abraço por exemplo. Nestes casos deve-se ir aos poucos, querer um abraço eles querem, a questão é entender as sensações. Procure avisar antes que vai abraçá-lo, prepare-o primeiro por assim dizer. Com o tempo esta fase será dispensada. O carinho faz bem para eles como faz para nós.

O Mito: os autistas gostam de ficar sozinhos.
A Verdade: os autistas gostam de estar com os outros, principalmente se sentirem-se bem com as pessoas, mesmo que não participem, gostam de estar perto dos outros. Podem às vezes estranhar quando o barulho for excessivo, ou gritar em sinal de satisfação; quando seus gritos não são compreendidos, muitas vezes pensamos que não estão gostando. Tente interpretar seus gritos.

O Mito: eles são assim por causa da mãe ou porque não são amados.
A Verdade: o autismo é um distúrbio neurológico, pode acontecer em qualquer família, religião etc. A maior parte das famílias em todo o mundo tende a mimá-los e superprotegê-los, são muito amados, a teoria da "mãe geladeira" foi criada por ignorância, no início do século passado e foi por terra pouco tempo depois. É um absurdo sem nexo.

O Mito: os autistas não gostam das pessoas.
A Verdade: os autistas amam sim, só que nem sempre sabem demonstrar isto. Os problemas e dificuldades de comunicação deles os impedem de ser tão carinhosos ou expressivos, mas acredite que mesmo quietinho, no canto deles, eles amam sim, sentem sim, até mais que os outros.

O Mito: os autistas não entendem nada do que está acontecendo.
A Verdade: os autistas podem estar entendendo sim, nossa medida de entendimento se dá pela fala, logo se a pessoa não fala, acreditamos não estar entendendo, mas assim como qualquer criança que achamos não estar prestando atenção, não estar entendendo, de repente a criança vem com uma tirada qualquer e vemos que ela não perdeu nada do que se falou, o autista só tem a desvantagem de não poder falar. Pense bem antes de falar algo perto deles.

O Mito: o certo é interná-los, afinal numa instituição saberão como cuidá-los.
A Verdade: toda criança precisa do amor de sua família, a instituição pode ter terapeutas, médicos, mas o autista precisa mais do que isto, precisa de amor, de todo o amor que uma família pode dar, as terapias fazem parte; uma mãe, um pai ou alguém levá-lo e trazê-lo também.

O Mito: eles gritam, esperneiam porque são mal educados.
A Verdade: o autista não sabe se comunicar, tem medos, tem dificuldades com o novo, prefere a segurança da rotina, então um caminho novo, a saída de um brinquedo leva-os a tentar uma desesperada comunicação, e usam a que sabem melhor, gritar e espernear. Nós sabemos que isto não é certo, mas nos irritamos, nos preocupamos com olhares dos outros, às vezes até ouvimos aqueles que dizem que a criança precisa apanhar, mas nada disto é necessário, se desse certo bater, todo o burro viraria doutor! Esta fase de gritar e espernear passa, é duro, mas passa. Mesmo que pareça que ele não entenda, diga antes de sair que vai por ali, por aqui etc. e seja firme em suas decisões. Não ligue para os olhares dos outros, você tem mais o que fazer. Não bata na criança, isto não ajudará em nada, nem a você e nem a ele. Diga com firmeza que precisa ir embora, por exemplo, e mantenha-se firme por fora, por mais difícil que seja. Esta fase passa, eles precisarão ver a firmeza do outro.

Fonte: Bengala Legal | Lucy Santos

Grandes vitórias do meu homenzinho

Só para constar ( e para variar ) estou muito feliz . A consulta/anamnese ( está certo ? ) foi muito legal, bastante proveitosa, mas ficará para um post específico .

Ah ... vocês querem saber porque estou tão feliz ? Certo... É uma bobagenzinha mas quem é mãe de uma pessoa com autismo sabe a luta que passa para chegar até esse momento :-)

Tem coisa mais linda do que você contemplar seu filho com autismo ver você sentada depois de almoçar, com o prato no colo ( claro sou viciada em fazer as refeições assistindo, acho digno )  e fazer a gentileza de levar seu pratinho até a pia ???? ô Zezuis ... E com uma cara de satisfação como quem pensa : Estou ajudando a mamãe...

Aí depois vem o seguinte diálogo :

Ele : Qué água (rsrs vou colocar na linguagem nativa da região rsrsrs )
Eu : Quer água meu filho ?
Ele : Qué
Eu : Pede para o seu pai , aqui ele , olhe ...
Ele : Papai , qué água ...

Aí o pai sai tooooodo derretido para pegar água ...

Thanks God!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!!

E eu sei que é só o começo.

Beijos

Silvana

Agradecimento - Blog Menina de Óculos

Meu querido blogzinho recém-nascido teve a honra de ser indicado por ninguém mais , ninguém menos que a  Excelentíssma Francielle ( Oi ???)  Tá bom , querido leitor  ( opa ! Rosanna Hermann feelings ) eu sei você não faz idéia de quem é  . Por isso te convido a visitar o Blog Menina de Óculos  , lá você conhecerá um pouquinho da Fran e verá que ela é sim excelentíssima como eu disse !

Fran, obrigada pela indicação . Você não fez só indicar um  blog, indiretamente você está contribuindo  para que as informações acerca do Autismo cheguem ao maior número de pessoas ,  seja por meio do meu blog ou por tantos outros melhores que estão por aí nesta imensa blogosfera .







Beijos

Silvana

Doug Forbis: sem a coluna vertebral e com muitos objetivos na vida



Doug Forbis

Agenesia sacral é uma rara condição de saúde. Pessoas que nascem com ela, acabam tendo suas pernas amputadas devido a sua coluna vertebral não se desenvolver adequadamente no útero. Curiosamente, enquanto muitas pessoas saudáveis acabam ficando insatisfeitas com suas vidas, Doug Forbis, que não tem as pernas, é um exemplo real de otimismo.
Aos 24 anos, ele adora esportes, namora e sonha em se tornar professor para crianças com necessidades especiais e trabalhar como voluntário.



É interessante perceber como sua condição de saúde não o impediu de alcançar os objetivos de sua vida.

Fonte : 

Resenha : Os fatores relacionados à aprendizagem, ao fracasso escolar e à educação especial

Pessoal, esta resenha é um pouco extensa, mas é um texto maravilhoso. Vale à pena ler e guardar .

Por Marco Oliveira
Publicado no Recanto das Letras em 23/06/2008


Introdução

Alguns aspectos relevantes são abordados no contexto psicopedagógico, quando “...no século XX, Durkhein, contribui de certa forma para o estudo científico da sociedade quando qualifica o fato social, como sendo uma coisa, e que para estudá-lo, seria necessário um conjunto de métodos e processos baseados em experimentos empregados nas ciências exatas. Durkhein congrega “...o fato social à maneira de agir, fixa ou não, suscetível de exercer sobre o indivíduo uma coerção exterior...”. Compreende-se que o fato social exerce uma função subliminar sobre o comportamento humano, a própria vida em sociedade, que deve ser de forma coletiva, abandonando-se desta maneira, os sentimentos de individualidade e as manifestações pessoais.
Isto também se faz presente, na conceituação da Psicopedagogia, em Lakatos, que compreende as características de um fato social como sendo: a exterioridade como fundamento às experiências individuais; a coercitividade: sobre o fato e a sua condição sobre o indivíduo e por último, a generalidade: que parte da consciência coletiva ou o conjunto de maneiras de agir, de pensar e de sentir.
Outro conceito não menos importante, trata o fato social como a busca da relação deste mesmo com um fim social, considerando os fenômenos sociais não apenas como resultados úteis, mas, como determinantes da própria condição social.
Na visão de Garcia, “...para que a escola cumpra o seu verdadeiro papel, deve ser encarada como um lugar de vida, de alegria, como fonte de sucesso, realização pessoal para os alunos e também pessoal e profissional para os professores”.

Contexto Psicopedagógico

Os professores, principalmente os da rede pública estão em contato com alunos diferentes, seja nas capacidades e necessidades. Alunos normais, saudáveis, doentes, portadores de várias dificuldades, carências tanto alimentar, quanto social e outras inúmeras mazelas. O professor por sua vez, continua diante de um desafio: a mudança de postura, até porque, o profissional não aprende ou discute os trabalhos feitos com alunos que tenham dificuldades e ou os denominados de classes populares.
Sylvia Figueiredo Correa no artigo, Revista Educação, questiona para que serve a Escola? Dizendo o seguinte:
“...a escola em todo mundo representa o saber, a cultura, o caminho para o ingresso na sociedade, no mundo do trabalho, a possibilidade de manutenção ou ascensão social...”

Blog Nova Vida - Elton Britto

Elton Britto
Vou dedicar  esta postagem a um amigo que amo muito , apesar de não dizer isso a ele com uma certa frequencia  - aliás este é um dos grandes erros que cometemos : Não explicitar nosso amor e não dizer como as pessoas são importantes na nossa vida, sejam elas da nossa família ou não. Esperamos que elas partam , para depois dizermos quanto amávamos a cada um .
O dono deste blog de notícias é o Elton Britto , ele tem uma história de vida surpreendente - uma história dolorosa, cheia de altos e baixos , mas ele deu a volta volta por cima , no maior estilo " se a vida  só te der limões , faça uma limonada " .
Elton é um exemplo de luta e dedicação , um homem de fé , sempre sorridente ainda que não esteja se sentindo bem . Nós nos conhecemos num momento muito delicado da minha vida , momento este em que ele foi  com certeza um dos pilares  que ajudou a manter a mim e a minha família de pé.
Hoje Elton é portador de necessidades especiais, é cadeirante,  devido a um acidente de mergullho . Ele está escrevendo um livro onde contará toda a sua trajetória passando pelo início da sua fé cristã , pelo fatídico acidente até  o crescimento e o amadurecimento de um homem que , ainda que tudo pareça contrário sempre segue em frente , buscando o melhor para si e para os outros .
Hoje mais do que irmãos na fé, somos irmãos de luta em prol dos portadores de necessidades especiais sejam elas físicas , mentais ou educacionais .

Visitem este blog e conheça mais desta pessoa maravilhosa que é o Elton .

Blog do Elton Britto 

Abraços ,
Silvana

Brasileiro encontra caminho para cura de 90% dos tipos de autismo, além de Rett

Sim, 90% dos tipos de autismo têm causas genéticas e poderão ser curados num futuro (que desejamos ser próximo), assim como a Síndrome de Rett. A conclusão é do neurocientista Alysson Muotri, que trabalha na pesquisa da cura do autismo nos EUA.
Em entrevista exclusiva com o neurocientista, que trabalha e reside em San Diego, na California, foi possível entender melhor o que a mídia mundial noticiou há três semanas: uma esperança para a cura do autismo. Aliás, as palavras “cura” e “autismo” jamais estiveram juntas na história da ciência. Só por esse fator, o trabalho já é um marco. Além de Alysson, os neurocientistas Carol Marchetto e Cassiano Carromeu formam o talentoso trio brasileiro que lidera esse trabalho.
Todas as reportagens citavam a cura do autismo. As mais detalhadas, porém, diziam que o tipo de autismo era a síndrome de Rett apenas. Sem entrar na discussão de Rett estar ou não incluída no espectro autista, isso incomodou muita gente e algumas pessoas que se animaram com a notícia se desapontaram ao saber que o trabalho foi feito apenas com  essa síndrome -- que afeta quase que somente meninas (pois os meninos afetados morrem precocemente). Muitos diziam: “síndrome de Rett não é autismo!”. Então de nada valeria a pesquisa para os autistas.
Certo? Errado.


Alysson não gosta de comentar trabalhos ainda não publicados, porém me revelou com exclusividade que seu próximo trabalho é exatamente o mesmo feito com síndrome de Rett, porém utilizando pacientes com autismo clássico, que deverá ser publicado em algum momento de 2011. E ainda adiantou que os resultados de um subgrupo dessa pesquisa foi o mesmo que conseguiu com os Rett: “os sintomas são similares aos de Rett, mas ainda não tentamos a reversão propriamente dita, mas acreditamos que deva funcionar da mesma forma; os experimentos estão incubando; tudo isso é muito recente ainda. E a filosofia é a mesma: se curar um neurônio, ele acredita que poderá curar o cérebro todo. Quando perguntei se ele já sabe onde será publicado esse trabalho e se tinha mais detalhes, a resposta foi imediata: “Não, ainda é muito cedo, precisamos terminar uma serie de experimentos”. Essa nova pesquisa envolveu vinte pacientes com autismo clássico. “Em alguns casos conseguimos descobrir a causa genética, o que facilita mais a interpretação dos dados”, explicou o brasileiro. Aliás, segundo ele, seria possível identificar o autismo em um exame, usando essa mesma técnica, mas isso hoje seria imensamente caro e complexo, portanto ainda inviável.
A droga para essa possível cura, possivelmente uma pílula, segundo Alysson deve vir em cinco ou dez anos, mas ele adverte: “Não se esqueça que a ciência muitas vezes dá um salto com grandes descobertas. Previ que este meu estudo demoraria uns dez anos e consegui fazê-lo em três anos”, explicou ele, referindo-se à descoberta do japonês Yamanaka de fazer uma célula “voltar no tempo” e reprogramá-la (veja explicação neste link), o que “acelerou” o trabalho do neurocientista.
Outra informação importante revelada por Alysson foi que ainda não se sabe como se comportará o cérebro quando curado do autismo. Tanto a pessoa pode simplesmente “acordar” do estado autista e passar a ter desenvolvimento típico (“normal”), como pode dar um “reset” no cérebro e ter que aprender tudo de novo, do zero, mas aprendendo naturalmente como as crianças neurotípicas (com desenvolvimento “normal”). Pode ser que a pessoa “curada” de autismo passe a ter outros gostos e interesses e até perder algumas habilidades que tinha antes, supõe o pesquisador brasileiro, que ainda tem um longo caminho pela frente no aprimoramento da sua técnica e na busca pela droga mais eficiente, que é o próximo passo das pesquisas. “É um trabalho importante, pois hoje há 1 autista para cada 105 crianças nos EUA”, informa ele.

INTERESSE DA INDÚSTRIA

Por último, ele revelou na entrevista que a indústria farmacêutica já o procurou, mas o laboratório vai seguir de forma independente também, com menos investimento, mas sem muito medo de riscos na busca pela cura definitiva do autismo para todas as idades, que é o desejo do palmeirense Alysson Muotri.
Esses laços evidentes com o país natal, faz o cientista “investir” em ajudar e incluir o Brasil nas pesquisas. Há uma parceria dele com uma equipe da USP (Universidade de São Paulo). A bióloga Karina Griesi Oliveira, passou um ano com os brasileiros na California aprendendo essa nova técnica de reprogramação celular (leia mais neste link da revista Pesquisa, da Fapesp). “Com colaboração da Karina, estamos também trabalhando com alguns pacientes brasileiros”, destacou o paulistano, que também graduou-se na USP.
Muitos dados citados na entrevista, como a estatística de 1 para 105 ainda nem foram publicados, pois, como diz Alysson, estamos lidando aqui com a “nata” da ciência: É a “cutting-edge science”, definiu ele, em inglês. “Esse número foi divulgado na ultima reunião da Sociedade de Neurociências, realizada em novembro de 2010, em San Diego (EUA)”, contou ele, que lidera onze pessoas em sua equipe, que, em alguns momentos, chegou a ter vinte integrantes.
Os detalhes da pesquisa estão na coluna quinzenal "Espiral" de Alysson no portal G1 e a minha entrevista exclusiva completa com o neurocientista brasileiro -- que durou uma hora e dez minutos -- você poderá ler, na íntegra, na próxima edição da Revista Autismo, que sai no primeiro trimestre de 2011 -- valerá a pena aguardar!
Talvez hoje ainda não possamos dizer que o autismo é curável. Mas agora também não se pode mais dar a certeza de que seja incurável.

Paiva Junior é editor-chefe da Revista Autismo e entrevistou Alysson Muotri, por telefone, no dia 02.dez.2010.

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Inclusão escolar da criança com autismo

Mãe de duas crianças com autismo tem dificuldade para encontrar escola para os filhos

Portadores de grau leve do transtorno que afeta a comunicação, os dois irmãos foram rejeitados por colégios da Capital


Encontrar uma escola para seus dois filhos — uma menina de seis anos e um menino de três — se transformou em drama para uma mãe em Porto Alegre. Portadoras de um grau leve de autismo, as crianças já foram rejeitadas em duas escolas particulares próximas de sua casa. Agora, a mãe pensa em se mudar para perto de um colégio que aceite o casal de irmãos.



Motivado por casos como esse, o Ministério Público Estadual (MPE) tem um inquérito civil sobre inclusão escolar em andamento na Capital.


A mãe das crianças, Alessandra Araújo Gudolle, conta que a menina atualmente cursa a 1ª série do Ensino Fundamental no colégio Pastor Dohms, no bairro Cavalhada, onde mora. Porém, como a escola vai se transferir para outra região da cidade, Alessandra se viu obrigada a procurar um novo estabelecimento para Júlia fazer a 2ª série, e o irmão menor, Eduardo, ingressar na pré-escola. Até agora, não teve sucesso.


Na primeira tentativa, no colégio Santa Tereza de Jesus, no bairro Cavalhada, diz ter ouvido da direção que o estabelecimento “não faz inclusão”. Argumentou que os sintomas dos dois filhos são amenos e se manifestam como uma espécie de timidez mais intensa, sem necessidade de equipe especial de atendimento ou de adaptações físicas da escola. Nem mesmo foram recebidos para uma visita às dependências.


A família se encheu de esperança após uma visita a outro estabelecimento próximo, o Maria Imaculada, localizado no bairro Praia de Belas. Fizeram uma primeira visita ao local, onde já estuda cerca de uma dezena de alunos portadores de deficiências físicas ou mentais. Porém, um dia depois, Alessandra foi chamada e informada de que não poderia fazer a matrícula. A dupla rejeição abalou a pequena estudante. Como sua escola vai mudar de endereço, praticamente todos os colegas já anunciam entre si onde vão estudar ano que vem — menos Júlia.— Eu digo para a minha filha que os colégios não têm vaga para ela. Mas todos os outros colegas já comentam sobre a escola onde vão estudar no ano que vem. Ela chora e tem dificuldade para dormir à noite — revela Alessandra.


Especialista destaca o estudo em escola regular


A pedagoga Adriana Latosinski Kuperstein, especializada em autismo, afirma que a inclusão escolar é fundamental para o desenvolvimento das habilidades.


— Estudar em uma escola regular melhora o prognóstico. Além disso, o tratamento precoce tende a amenizar os sintomas a ponto de que, em muitos casos, só os familiares e especialistas conseguem detectar o autismo — comenta Adriana.


Como o médico da família não recomenda grandes deslocamentos para os irmãos no caminho para a escola, a mãe agora cogita se mudar a fim de que a menina continue estudando no Pastor Dohms ou em outra escola que a aceite.


— Muitas pessoas acham que autista é aquela pessoa que bate a cabeça e grita. Mas isso é um estereótipo. Minha filha tem avaliações excelentes na 1ª série — afirma Alessandra.


Inclusão de deficientes é apenas parcial


A legislação estabelece que a política educacional brasileira deve privilegiar a inclusão de portadores de deficiência no sistema regular de ensino. Porém, a falta de uma determinação mais explícita sobre a obrigatoriedade de matrículas faz com que a inclusão escolar seja apenas parcial.Por meio de um inquérito civil, o Ministério Público Estadual acompanha há cerca de dois anos relatos semelhantes aos de Alessandra. Foi estabelecida uma comissão com as secretarias da educação do Estado e de Porto Alegre, entidades de defesa dos direitos de portadores de deficiência e do Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado do Estado (Sinepe).


— Estamos em uma fase de transição, em que as escolas públicas e privadas ainda não conseguem atender a toda diversidade de situações. Por isso, a solução razoável foi montar um cadastro com que tipo de deficiência cada estabelecimento pode lidar. Espero receber o resultado final em breve — diz a promotora da Infância e da Juventude Synara Buttelli.


Synara afirma que, apesar de a legislação pregar a inclusão, é preciso ter compreensão quando a deficiência do aluno exigir uma estrutura física ou de pessoal inexistente. Nesse caso, segundo ela, fica difícil cobrar a matrícula. Porém, quando a deficiência é considerada leve, em tese não haveria razão para negar o acesso:


— Do ponto de vista legal, existe, sim, o direito de a criança ser incluída no ensino regular. Infelizmente, isso não ocorre de uma hora para outra.


O presidente do Sinepe, Osvino Toillier, afirma que há mais de um ano não há relatos de recusa de matrícula.— Entendemos que a escola particular deve ser inclusiva, mas não há como todas elas atenderem a todos os tipos de deficiência — ressalva.
COMO LIDAR COM A SITUAÇÃO A ESCOLA
- É importante abandonar estereótipos sobre o autista como aquela pessoa que grita e se balança o tempo todo. A doença tem vários graus e, quando tratada desde cedo, aumenta significativamente a capacidade do portador. Recomenda-se que, sempre que possível, um estudante com transtorno de autismo estude em uma sala de aula comum. Basta que os professores saibam do problema, estejam atentos a necessidades da criança e mantenham contato em reuniões periódicas com o médico e os demais profissionais que acompanham o aluno, como psicólogo ou fonoaudiólogo.
A FAMÍLIA
- Embora seja possível entrar com uma ação judicial para garantir o acesso à educação, seja em rede pública ou particular, é recomendado procurar um estabelecimento que faça questão de aceitar a criança com transtorno autista e trabalhar com ela – o que tende a criar um ambiente mais favorável para ela. Escolas com menor número de alunos também são preferíveis aos grandes estabelecimentos, por permitirem, em tese, uma atenção mais individualizada.
A QUESTÃO LEGAL
- O artigo 208 da Constituição Federal assegura ao deficiente o direito de frequentar a rede regular de ensino, seja ela pública ou particular.
- A Lei de Diretrizes e Bases da Educação e a lei de inclusão escolar estabelecem uma política nacional que privilegia a matrícula de portadores de necessidades especiais, físicas ou mentais, em escolas regulares. Porém, não resultam em uma obrigatoriedade explícita para os colégios particulares.
- Conforme a promotora da Infância e da Juventude do Ministério Público Estadual Synara Buttelli, nem sempre é possível exigir a matrícula do colégio, principalmente quando exige algum tipo de estrutura física ou de pessoal de que o estabelecimento não disponha.
Fonte: Zero Hora

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