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terça-feira, agosto 16, 2011

Autismo e Divórcio [ Em Espanhol ]

La llegada de un diagnóstico de Autismo es siempre un duro golpe para las parejas, con efectos -en muchos casos- devastadores.Fonte: http://autismodiario.org/2011/02/26/autismo-y-divorcio/



Y eso crea la sensación de que un elevado porcentaje de parejas que tienen hijos con Autismo están condenados al divorcio. Yo mismo estaba convencido de que los datos que se barajaban eran ciertos, del orden de un 75 a un 80% de divorcios. Un dato elevado ciertamente, ya en el 2008, escribía sobre este tema en el artículo “¿Cómo impacta un hijo con TEA en el seno de una familia?”. Pero la verdad es que en estos últimos años he conocido muchas familias que tienen hijos con TEA, y no veía que esa cifra tan elevada fuera cierta. Es más, me parecía que el índice de divorcios era extremadamente similar entre parejas que tenían hijos con algún tipo de diversidad funcional o las que tenían hijos “neurotípicos”.






Pero no ha sido sino hasta una reciente conversación con un abogado especializado en familia, que este tema nuevamente me picó la curiosidad. Según este abogado él no veía una diferencia sustancial en los casos que había llevado su bufete en los últimos diez años. Y movido por esa curiosidad me puse a realizar una búsqueda sobre este tema en concreto, aunque cuando ya estaba casi por tirar la toalla, una de las colaboradoras de Autismo Diario me dio la información que andaba buscando. Que venía de la mano -¡como no!- de un articulo de Nancy Shute. Para quienes no conozcan los artículos de Nancy Shute, les recomiendo encarecidamente que añadan a sus favoritos los textos de Nancy.






El Dr. Brian Freedman, debió de hacerse exactamente la misma pregunta, y debido a esto inició un estudio específico. El Dr. Brian Freedman, director del “Center for Autism and Related Disorders at Kennedy Krieger Institute”, presentó el 19 de Mayo del 2010 los resultados de este estudio, que entiendo vienen a romper una leyenda urbana sobre la relación causa efecto entre el autismo y el divorcio.






El informe se ha basado en la Encuesta Nacional de Salud Infantil del 2007, que encuesto a 77.911 familias con hijos entre los 3 a 17 años de edad. Y el resultado no deja lugar a dudas. En las familias donde al menos un hijo tenía autismo, el 64 % de los niños vivían con ambos padres. En las familias no afectadas por el autismo, el 65 % vivían en un hogar con ambos padres. !Apenas un 1% de diferencia!






Es una buena noticia, pero no quiere decir que la vida es fácil para los padres de los niños con un trastorno del espectro autista. Para la mayoría de las familias, la gestión de la salud del niño y el tratamiento supone una enorme cantidad de tiempo y dinero. “Aunque sabemos que se enfrentan a factores estresantes”, dice Freedman, “pero son bastante resistentes” Freedman tiene la intención de seguir estudiando a estas familias para entender lo que los padres de niños con autismo están haciendo para gestionar su relación con éxito a pesar de la tensión, y compartir esos conocimientos con todas las familias. Aunque el estudio de Freedman no aborda el diagnóstico o tratamiento, es precisamente el tipo de información que necesitan las familias


terça-feira, junho 28, 2011

Link : Monografia sobre Hiperatividade

Referência :

KAIPPERT, Ana Cristina Mussel; DEPOLI, Ana Maria Almeida; MUSSEL, Fátima Maria Esteves. Hiperatividade. Pedagogia em Foco. Petrópolis, 2002. Disponível em: . Acesso em: 28-06-2011.

Fonte :

http://www.pedagogiaemfoco.pro.br/spdslx08.htm



segunda-feira, maio 23, 2011

Você grita ao se comunicar? Como falar mais baixo?


Você já se flagrou falando muito alto ou as pessoas costumam pedir que você diminua o volume da sua voz?


É uma situação meio desconfortável, não é mesmo?
Segue abaixo algumas dicas...
  1. Verifique se está ouvindo bem, é por meio da audição que poderá controlar o volume de sua voz.
  2. Se sua família tem origem em culturas que falam muito alto, perceba isso e mude. Volumes aumentados de voz podem dar a sensação de agressividade e/ou indiscrição na comunicação.
  3. Às vezes, é difícil percebermos sozinhos a intensidade da voz produzida. Peça feedbacks para amigos e colegas de trabalho.
  4. Pratique um treinamento de volume de voz: dedique um tempo para falar ou ler em diferentes intensidades e descobrir qual a ideal para ambientes silenciosos e também com pouco ruído; e  assim você poderá adequar a sua voz para cada situação. Exercite esta forma de falar.
Procure um fonoaudiólogo para esclarecer suas dúvidas!
Cuide da sua voz e comunique-se de forma saudável!

quarta-feira, abril 27, 2011

Estudos mostram que novo videogame ajuda crianças com autismo a aprender novas habilidades de independência




CHARLOTTE, N.C., 26 de abril de 2011 /PRNewswire/

Abril é o mês da  conscientização do autismo, e dois estudos, um publicado na revista Intellectual and Developmental Disabilities, e o outro publicado na  revista Education and Training in Developmental Disabilities, mostram  que novo videogame ajuda as crianças com autismo e necessidades intelectuais especiais a aprender novas habilidades de independência.

Small Steps, Big Skills é o novo videogame com desenvolvimento e  pesquisa financiados pelo Departamento de Educação dos EUA que combina métodos de análise de comportamento aplicado (ABA, Applied Behavior Analysis) de modelagem por vídeo e estratégia que parte do menor estímulo para maior para ensinar 22 habilidades de independência.

As sessões de aprendizagem começam com a modelagem por vídeo, depois as crianças praticam a habilidade usando uma versão simulada da  estratégia do menor para o maior estímulo. A modelagem de vídeo é um  método em que as habilidades são ensinadas por meio de um vídeo da  habilidade utilizada corretamente. A estratégia do menor para o maior  estímulo é um método em que a habilidade é dividida em uma sequência de etapas. Por exemplo, lavar as mãos envolve abrir a torneira,  molhar as mãos, pegar o sabonete, etc. A criança realiza cada uma das  etapas de forma independente e passa para a etapa seguinte ou, se a  etapa não for realizada corretamente, recebe uma hierarquia de três níveis de estímulo. Isso permite uma "aprendizagem sem erros" ou   apoio em cada etapa até que a criança conclua a habilidade.

Para ver o release completo, acesse:

FONTE: The Sandbox Learning Company
BNED:NV
FONTE:NEWSBRIEFS
SÃO PAULO-SP
CONTATOS:BRASIL-CAMILA CONTE
TELS:55-11-2504-5140
E-MAILS: camila.conte@prnewswire.com











quarta-feira, abril 20, 2011

Você sabe o que é PEP-R ?


PERFIL PSICOEDUCACIONAL REVISADO (PEP-R): ELABORAÇÃO DA VERSÃO BRASILEIRA

Por : Viviane Costa de Leon, Cleonice Bosa

O Perfil Psicoeducacional Revisado (PEP-R), é um instrumento de avaliação da idade de desenvolvimento de crianças com autismo ou com outros transtornos da comunicação. Serve como alicerce para a elaboração de um planejamento psicoeducacional de acordo com os pressupostos teóricos do modelo TEACCH. Foi concebido para identificar padrões de aprendizagem irregulares e idiossincráticos, destinando-se a crianças cuja faixa etária vai de um a doze anos. As áreas avaliadas são: coordenação motora ampla, coordenação motora fina, coordenação visuo-motora, percepção, imitação, performance cognitiva e cognição verbal. Para cada área foi desenvolvida um escala específica com tarefas a serem realizadas (Schopler, Reichler, Bashford, Lansing & Marcus, 1990). Inicialmente, discutiremos os aspectos históricos sobre a construção desse instrumento. Em seguida descreveremos as vantagens do instrumento, as áreas avaliadas, os modos de aplicação e a aferição. Por fim, faremos algumas considerações sobre as etapas de adaptação do PEP-R para o português e sobra a sua aplicabilidade clínica.

Desenvolvimento do PEP e do PEP-R

Historicamente, crianças com autismo têm sido consideradas como “não-testáveis”, provavelmente pela pouca cooperação em situações de testagem, seja pela dificuldade em estabelecer contato com o examinador, ou seja, pela dificuldade deste último em compreendê-las. Kanner (1943) chegou a sugerir que essas crianças seriam pouco cooperativas, porém "secretamente inteligentes", entretanto contrariando a suposição de Kanner, a avaliação de crianças com autismo, utilizando testes padronizados, tem demonstrado que apenas um terço dessas crianças apresentam habilidades cognitivas dentro dos limites “normais”. Isso significa que 70% das mesmas funcionam em nível de deficiência mental, mesmo quando os comprometimentos na linguagem são considerados Asarnow, Tanguay, Bott & Freedman, 1987; Gillberg, 1990; Wing, 1976 citados em Bosa, 1999).
O PEP-R surgiu, justamente, como uma necessidade de se considerar as peculiaridades do comportamento de crianças com autismo, identificando tanto as áreas de habilidade quanto as deficitárias e foi desenvolvido como fruto de um modelo experimental, entre 1971 e 1976, no departamento de Projeto de Pesquisa em Psiquiatria Infantil na Universidade da Carolina do Norte, Estados Unidos (Schopler & Reichler, 1971). Sua aplicabilidade clínica tem sido demonstrada, continuamente, desde o seu desenvolvimento (Hvolbaek & Lind, 1991; Lam & Rao, 1993; Panerai, Ferrante & Caputo, 1997; Steerneman, Muris, Merckelbach & Willem, 1997; Van-Berckelaer & Van-Duijin, 1993), uma vez que serve como base para o planejamento psicoeducacional individualizado subseqüente adotado no modelo TEACCH (Leon & Lewis, 1995; 1997), através da avaliação de áreas do desenvolvimento e da conduta.

Áreas de Avaliação

Conforme dito anteriormente, o PEP-R avalia a idade de desenvolvimento em sete áreas do desenvolvimento: imitação, coordenação visuo-motora, percepção, coordenação motora ampla e fina, performance cognitiva e cognição verbal. Cada área tem suas provas específicas, totalizando 131 itens.
A área da imitação é composta de 16 itens, os quais avaliam capacidades de imitar através de atividades corporais, de manipulação de objetos e de linguagem. A capacidade de imitação tem implicações para as performances sócio-comunicativas, o que a torna especialmente significativa nos transtornos invasivos do desenvolvimento.
A área da coordenação visuo-motora envolve a integração olho-mão e habilidades motoras finas, que são essenciais para o desenvolvimento da leitura e escrita.
Já a área da percepção é composta de 15 itens que testam o funcionamento das modalidades sensoriais (visual e auditiva), necessárias para que a criança possa selecionar e organizar um estímulo recebido.
As áreas da coordenação motora fina e ampla avaliam, através de 16 e 18 itens respectivamente, habilidades que são pré-requisitos para as atividades de vida diária (AVDs), como, por exemplo, abrir uma tampa, subir escadas e pegar uma bola.
Por fim as áreas da performance cognitiva e da cognição verbal, intrinsecamente relacionadas no desenvolvimento do pensamento e da linguagem - são avaliadas através de 26 e 27 itens, respectivamente, envolvendo habilidades, por exemplo, para contar e nomear letras do alfabeto, de imitação, de compreensão de conceitos, etc.
O PEP-R leva em consideração não somente atrasos do desenvolvimento, mas também respostas e comportamentos consistentes com o diagnóstico do autismo, como por exemplo, a presença de ecolalia ou maneirismos. Tais comportamentos são avaliados quanto à peculiaridade, freqüência, intensidade e duração, com base naqueles itens descritos na Escala de Autismo Infantil (CARS) (Schopler, Reichler & Renner, 1988).

Vantagens do PEP-R e forma de avaliação

A cooperação das crianças durante a aplicação do PEP-R é possibilitada através da minimização da necessidade da linguagem e de controle do tempo, apresentação de material atrativo e resistente, e flexibilidade em sua aplicação (Mesibov, Schopler, Schaffer & Landrus, 1988, citados em Schopler & cols, 1990). Da mesma forma, não se utiliza cronômetro ou qualquer outro instrumento formal para gerenciamento do tempo, a não ser um controle do número de tentativas da criança para resolver cada tarefa, conforme explicitado em detalhes no manual do PEP-R.
O material do teste é padronizado e envolve materiais como encaixes de madeira coloridos, livro de imagens, fantoches, objetos com suas respectivas fotografias, bolinhas de sabão e massinha de modelar. A apresentação de cada item pode ser feita verbal ou gestualmente e, até mesmo, através de demonstração pelo examinador. O examinador observa, avalia e anota a resposta da criança durante o teste. Para cada resposta, há três possibilidades de registro: adquirido (a criança realizou a tarefa com sucesso), não-adquirido (a criança não conseguiu realizar a tarefa) e emergindo (a criança conseguiu realizar a tarefa com a ajuda do examinador).      

Adaptação do PEP-R para o português

Uma versão traduzida para o português do PEP-R já vinha sendo utilizada para fins clínicos, desde 1992. Entretanto, alguns cuidados são fundamentais quando utilizamos em nosso meio, instrumentos desenvolvidos em outros países.
Nesse sentido, realizamos um estudo piloto com dezessete crianças com desenvolvimento típico com idade entre cinco e seis anos a fim de verificar quais seriam as respostas das crianças ao material e demanda exigida no teste. A análise desse piloto, bem como a revisão de artigos sobre esse tema, indicaram a necessidade de alterações de alguns itens do instrumento. Essas alterações, as quais serão abordadas a seguir, foram realizadas com autorização do autor e envolvem aspectos como tradução de retorno, atualização e aculturação das figuras contidas no instrumento, de forma a adaptá-las à nossa realidade.
A acurácia da tradução deste instrumento foi verificada mediante o auxílio de um tradutor bilíngüe, “cego” à versão original, o qual realizou a tradução de retorno do instrumento do português para o inglês. Essa estratégia comprovou que a maioria dos itens em português correspondia à versão original em inglês. Os poucos itens que se apresentaram inconsistentes foram examinados por um segundo tradutor bilíngüe, alcançando-se assim uma “fidelidade” à versão original.
Com relação ao material do teste, observou-se que alguns deles eram pouco atrativos para as crianças. A partir disso, todos os desenhos do livro de imagens, utilizados para avaliar o desempenho cognitivo e a cognição verbal, os quais eram em preto e branco, foram então substituídos por desenhos coloridos a fim de despertar maior motivação nas crianças. Algumas figuras mostraram-se de difícil identificação em função de sua inadequação cultural. Citam-se como exemplos, a figura que mostra uma bola de beisebol, ou outra que retrata uma cena em que a criança paga a passagem de ônibus ao motorista, - situações tipicamente norte-americanas. Além dessas, outras imagens foram substituídas por serem provavelmente muito antigas, como o desenho de um ferro elétrico identificado por 88% das crianças do estudo piloto como sendo um telefone celular, ou ainda a imagem de um médico identificada como “apitador” (árbitro), conforme ilustrado abaixo. Isso ilustra o perigo de se interpretar essas respostas como resultando de dificuldades da criança.

FIGURA original e FIGURA substituída

Outra alteração foi quanto às letras do alfabeto que são apresentadas para atividades de emparelhamento e cópia, modificadas de acordo com a ordem da freqüência das respectivas letras nas línguas inglesa e portuguesa. Uma vez que é mais fácil reconhecer elementos familiares, passa a ser um problema a apresentação de letras que não fazem parte de nossa língua, como por exemplo, o “y”. Na construção do teste original, as letras não foram escolhidas ao “acaso”, mas sim em função de sua freqüência na língua inglesa. Portanto, obtivemos a média da ocorrência das letras em início e final de palavras, segundo estudo feito por Cavallo (1986). A comparação da ordem de ocorrência de letras em ambos idiomas permitiu que as letras E, S, H, Y, G, U, V, J, e Z fossem alteradas para A, O, M, U, L, J, H, Z, e X, respectivamente.
A verificação da validade e confiabilidade dessa versão em português foram realizadas através da avaliação de oitenta crianças distribuídas em três grupos distintos: crianças com desenvolvimento típico, crianças com síndrome de Down, e crianças com autismo, entre cinco e sete anos de idade. A análise dos dados foi realizada se valendo de conceitos e técnicas para a verificação das propriedades psicométricas da versão brasileira do PEP-R.
Em resumo, nesse artigo procuramos apresentar a utilidade do PEP-R, chamando a atenção, entretanto para a necessidade de cautela no uso dos instrumentos desenvolvidos em outros países. A adaptação de qualquer instrumento requer mais que a tradução, principalmente se envolver o exame de habilidades verbais. É necessário garantir que as propriedades do teste sejam preservadas, levando-se em consideração as possíveis interferências culturais nos resultados.

Fonte : www.psicopedagogia.com.br

segunda-feira, abril 11, 2011

Por que o Autismo é quatro vezes mais comum em meninos ?

Segundo os pesquisadores, a testosterona e o estrogênio têm efeitos opostos sobre um gene apelidado RORA. Nos neurônios, a testosterona diminui a capacidade das células de expressar ou se ligar ao gene, enquanto o estrogênio aumenta essa capacidade.

Tais resultados são baseados em testes de crescimento de neurônios em laboratório.
Normalmente, o trabalho das células no gene RORA é ligá-lo a vários outros genes. Quando uma célula tem altos níveis de testosterona, os níveis de RORA escasseiam, o que afeta todos os genes a que RORA deveria se ligar.
A pesquisa também mostrou que os tecidos cerebrais de pessoas com autismo apresentam níveis mais baixos de RORA do que o das pessoas sem a condição.
A nova pesquisa apóia estudos anteriores que mostraram que níveis elevados de testosterona no feto são correlacionados com traços autistas. Os cientistas acreditam que níveis mais elevados de testosterona fetal podem colocar um feto em risco de autismo. Porém, a pesquisa não prova que baixos níveis de RORA causam o autismo, só que eles estão associados com a doença.
Ainda assim, outros estudos têm sugerido que uma deficiência de RORA poderia explicar muitos dos efeitos observados no autismo. Por exemplo, o gene protege os neurônios contra os efeitos do estresse  e da inflamação, ambos elevados no autismo.

RORA também deve ajudar a manter o ritmo circadiano do corpo em dia, e as pessoas com autismo frequentemente experimentam distúrbios do sono.
Além disso, ratos que foram geneticamente modificados para não possuírem o gene se envolveram em uma série de comportamentos sugestivos de autismo.
Diferentemente da testosterona, o estrogênio aumenta os níveis de RORA nas células. Isto significa que as mulheres podem ter uma “proteção” contra o autismo: mesmo que seus níveis de RORA sejam baixos, o estrogênio pode ajudar um pouco.
No entanto, outros cientistas sugerem que, na verdade, a maior prevalência do autismo no sexo masculino é por que os genes no cromossomo X desempenham um papel na doença.
Como as mulheres têm dois, e os homens apenas um (combinado com um cromossomo Y), as meninas têm uma cópia de “backup” de qualquer gene mutado.
Embora esta teoria seja plausível, até o momento nenhum gene no cromossomo X tem sido inequivocamente associado com o autismo.
Os pesquisadores alertam que o RORA pode não ser o único gene envolvido na doença, mas que provavelmente é um dos fatores mais críticos.

Por Natasha Romanzoti , em 22.02.2011
[LiveScience]
Copiado do blog : http://autismovivenciasautisticas.blogspot.com/

quinta-feira, março 31, 2011

Brasil não dispõe de políticas de inclusão de autistas no mercado de trabalho

O engenheiro de telecomunicações Gustavo Adolfo de Medeiros, com mestrado na área de inteligência artificial e neurociência computacional pela Coppe - Instituto Alberto Luiz Coimbra de Pós-graduação e Pesquisa de Engenharia -, da Universidade Federal do Rio de Janeiro, o maior e um dos mais conceituados da América Latina, foi apresentado na audiência da CAS como pesquisador. Só quem o conhecia, sabia da sua condição. "Sou autista leve, de alta funcionalidade ou desempenho", declarou-se.


Apesar do currículo invejável - é fluente em inglês, com noções de francês e alemão, com dois trabalhos publicados em revistas estrangeiras -, o seu relato demonstrou a inexistência de políticas públicas que possam garantir a inclusão de pessoas como ele no mercado de trabalho e a falta de profissionais capacitados no diagnóstico e no tratamento de autistas.

Primeiro enfrentou dificuldades para diagnosticar suas diferenças. Ele se considerava normal e as informações que detinha sobre o autismo não pareciam se adequar ao seu caso. Com o insucesso na profissão e as sucessivas demissões, a tia que já cuidara dele ajudou-o a investigar a fundo o que prejudicava sua carreira, apesar da qualificação acadêmica, e os seus relacionamentos com as pessoas, inclusive os amorosos.

Favorável à aprovação do anteprojeto de lei federal, Gustavo contou uma de suas experiências mais dramáticas. Passou em dois concursos públicos, um deles para o Banco do Brasil. "Os meus avaliadores fizeram de tudo para eu ser aproveitado em setor tecnológico. Mas a norma da instituição me obrigava a ficar pelo menos um ano em agência. Para isto, eu tinha que ser bastante sociável", lembra ele.

Só após essa dispensa e uma extensa lista de médicos e psicólogos despreparados, tratamentos equivocados, inclusive com antipsicóticos, Gustavo conseguiu um neurologista com doutorado em Neuropsiquiatria que diagnosticou sua condição de autista. Ele continua sem emprego e diz que não quer ajuda governamental, como pensão ou outro benefício previdenciário. "Quero tirar meu dinheiro do suor do meu rosto, como todo mundo", enfatizou. "O autista não é fardo para a sociedade, a menos que achem que Einstein e Newton o eram. O austista oferece uma forma diferente de pensar e ver o mundo", complementou.


Fonte : http://www.senado.gov.br/noticias/verNoticia.aspx?codNoticia=105559&codAplicativo=2

sábado, março 26, 2011

Necessidades Especiais Educacionais - Práticas de Sucesso

Nee Praticas Sucesso

segunda-feira, fevereiro 21, 2011

Tema da Semana - Intervenção através do método TEACCH

Pessoal, vamos fazer assim : Esta semana trataremos o tema TEACCH . Postarei artigos, imagens  -  da NET e confeccionadas por mim também ; Vamos buscar bastante informação acerca desta intervenção .  Aceito sugestões. Para começar, vamos definir  o que é o TEACCH  e depois veremos as atividades .

Abraços,
Silvana



O método TEACCH
(Treatment and Education of Autistic and Related Communication Handicapped Children)

O método TEACCH foi desenvolvido na década de 60 no Departamento de Psiquiatria da Faculdade de Medicina na Universidade da Carolina do Norte, nos Estados Unidos, representando, na prática, a resposta do governo ao movimento crescente dos pais que reclamavam da falta de atendimento educacional para as crianças com autismo na Carolina do Norte e nos Estados Unidos.

Com o tempo, o TEACCH foi implantado em salas especiais em um número muito grande de escolas públicas nos Estados Unidos. Essa implantação se deu com tal empenho, tanto dos professores quanto do Centro TEACCH da Carolina do Norte, que permitiu que esse
método fosse sendo aperfeiçoado por meio do intercâmbio permanente entre a teoria do Centro e a prática nas salas de aula.

O ponto de partida foi o estabelecimento de uma visão realista dessa criança, a princípio muito inteligente, mas “fechada em uma redoma de vidro”, isto é, incomunicável por decisão dela própria. Em 1967, quando Alpern começou a testar as crianças a partir de expectativas mais baixas, constatou-se que na maioria dos casos que posteriormente foram identificados como pertencentes ao autismo estavam presentes dificuldades reais de aprendizagem e de comunicação que precisavam ser levadas em conta nas salas de aula.

O método TEACCH utiliza uma avaliação denominada PEP-R (Perfil Psicoeducacional Revisado) para avaliar a criança e determinar seus pontos fortes e de maior interesse, e suas dificuldades, e, a partir desses pontos, montar um programa individualizado.

O TEACCH se baseia na adaptação do ambiente para facilitar a compreensão da criança em relação a seu local de trabalho e ao que se espera dela. Por meio da organização do ambiente e das tarefas de cada aluno, o TEACCH visa o desenvolvimento da independência
do aluno de forma que ele precise do professor para o aprendizado de atividades novas, mas possibilitando-lhe ocupar grande parte de seu tempo de forma independente.

Partindo do ponto de vista de uma compreensão mais aprofundada da criança e das ferramentas de que o professor dispõe para lhe dar apoio, cada professor pode adaptar as idéias gerais que lhe serão oferecidas ao espaço de sala de aula e aos recursos disponíveis, e até mesmo às características de sua própria personalidade, desde que, é claro, compreenda e respeite as características próprias de seus alunos.

domingo, fevereiro 13, 2011

Ele viu o valor dos diferentes - Revista Época /2009

Um pouco antiga , mas vale muito à pena ler .


Pai de um autista, o dinamarquês Thorkil Sonne abriu uma consultoria de tecnologia da informação para empregar portadores da doença. O resultado: um negócio lucrativo e preciosas lições de vida . 

Por Ivan Padilla

Lars começou a apresentar os primeiros distúrbios de comportamento assim que entrou no jardim de infância, aos 3 anos. Em vez de brincar com os amiguinhos, passava horas solitariamente, entretido com os próprios brinquedos. A rotina não variava, do momento em que chegava até o sinal da saída. As palavras, antes abundantes, começaram a faltar. Seus dois irmãos mais velhos, Anders e Rasmus, de 10 e 7 anos, nunca haviam demonstrado nenhum problema de fala ou de relacionamento. Algo parecia errado com Lars.
Era início de 2000. Poucos meses depois, Thorkil Sonne e sua mulher, Annete, moradores de Copenhague, na Dinamarca, receberam o diagnóstico de seu filho: autismo. “Todos os nossos planos desabaram”, disse Sonne a Época NEGÓCIOS. O autismo manifesta-se de forma diferente em cada pessoa – por isso, é tratado como um espectro de transtornos. Mas alguns sintomas são comuns. A comunicação, a interação social e a capacidade de imaginação são sempre afetadas. Não existe cura. A pessoa nasce e morre com a doença.
Sonne começou a frequentar associações de apoio aos pais e a acompanhar atentamente o comportamento dos portadores da doença. Descobriu neles muitas habilidades. Autistas podem ser extremamente atentos e capazes de permanecer concentrados na mesma atividade por muito tempo. Também conseguem seguir instruções com facilidade e têm boa memória. Como não gostam de surpresas, percebem facilmente qualquer alteração em um padrão.
Qualidades como essas seriam úteis em diversas áreas de atividade, pensou Sonne. Mas que serviços seriam? Em que empresas estariam esses postos? Sonne pesquisou possíveis mercados de trabalho. Em 2004, quatro anos depois do diagnóstico do filho, pediu demissão da TDC, a companhia dinamarquesa de telecomunicações, e abriu uma consultoria de tecnologia da informação na sala de casa. Ele mesmo daria emprego a portadores de autismo. O nome escolhido para a empresa foi Specialisterne, ou Os Especialistas.
Foi uma ação solidária, de inclusão social, sem dúvida, mas não apenas. A iniciativa logo se mostrou um negócio lucrativo. Em cinco anos de atividade, a empresa atingiu faturamento de 2 milhões de euros. Possui dois escritórios na Dinamarca e até o fim deste ano terá aberto filiais em Glasgow (Escócia) e em Zurique (Suíça). Seu maior cliente é a Microsoft. Dos 60 empregados, 43 são portadores de autismo. Sonne foi procurado por mais de 50 instituições europeias interessadas em implantar projetos semelhantes. Neste semestre, o caso da empresa fará parte do programa de ensino da Harvard Business School, a escola de pós-graduação em administração de Harvard. “A razão do sucesso é simples”, afirma Sonne. “Ninguém faz melhor esse trabalho do que eles.” Entre os serviços oferecidos pela consultoria estão testes e desenvolvimento de interfaces de sites e aplicativos para softwares. “Uma pessoa normal consegue checar um manual de instruções uma, duas, três vezes. Mas depois a atenção se dispersa”, diz Sonne. “Nossos funcionários conseguem pegar uma contradição entre a introdução e o último capítulo.”

PENSAR DIFERENTE

A minúcia na checagem de informação é essencial nesse setor. “Essas tarefas são desempenhadas por profissionais iniciantes”, diz Antônio Carlos Guedes Júnior, analista da Topmind, consultoria brasileira especializada em tecnologia da informação. “Falhas, infelizmente, são comuns”, diz Guedes. A taxa de erro registrada na consultoria dinamarquesa, de acordo com Sonne, é de 0,5%. Nas empresas convencionais, a média é até dez vezes maior.
Cerca de 80% dos empregados da consultoria são homens, devido à alta incidência da doença na população masculina. Têm entre 19 e 46 anos. Todos ganham salário. O expediente é de 15 horas semanais. Os escritórios assemelham-se a qualquer outro. Cada empregado tem uma mesa com computador. A diferença está no zelo com a ordem. Autistas precisam de ambientes tranquilos. Muitos serviços são prestados fora da sede. Os clientes, então, são orientados a manter o escritório em silêncio e a falar com eles sem ironia ou sarcasmo. “Autistas não conseguem filtrar o tom de uma conversa”, afirma Sonne.
Os funcionários passam por um treinamento de cinco meses. Os testes de aptidão são feitos com um robô da Lego desenvolvido com o Instituto de Tecnologia de Massachusetts (MIT), um brinquedo que exige atenção, paciência e lógica. As peças de encaixar vêm com um software e um motor com sensores infravermelhos. O robô pode ser programado no computador para desempenhar funções como buscar objetos. Os dados são transmitidos por Bluetooth. Sonne teve a ideia de usar os pequenos tijolos coloridos ao ver seu filho montar objetos complexos com os pinos e blocos.
A trajetória bem-sucedida da consultoria dinamarquesa deixa algumas lições. Virou lugar-comum nas empresas a valorização do trabalho em equipe. “Mas as corporações não deveriam apenas olhar para as habilidades sociais”, diz Sonne. “A diversidade também é essencial. As empresas precisam de pessoas que pensam diferente. E autistas pensam diferente.” Para eles, trabalhar tem função terapêutica. “Eles se sentem mais confiantes”, diz Sonne.
O pequeno Lars, que inspirou a Specialisterne, tem hoje 13 anos. Quando completar 18, quer trabalhar na consultoria. “Mas por dois ou três anos. Depois disso ele quer ser motorista de trem”, diz o pai. É uma tarefa complexa para os autistas, que costumam entrar em pânico quando precisam tomar decisões. Se pudesse realizar seu sonho, Lars seria um maquinista muito atento.

Matéria publicada no dia 02/09/2009 no site da Revista Época:  http://epocanegocios.globo.com/Revista/Common/0,,EMI91135-16365,00-ELE+VIU+O+VALOR+DOS+DIFERENTES.html



sábado, janeiro 29, 2011

Artigo - 4 dicas para o dia a dia da criança autista

1. Trabalhe para a independencia de seu filho.
  • Incentive seu filho a se vestir sozinho. Uma técnica muito utilizada é começar deixando apenas o último passo para ele. Se estiver ensinando a vestir uma camiseta, coloque tudo e deixe apenas que ele puxe para passar a cabeça; se for uma calça, coloque as pernas e deixe que ele a puxe até a cintura. Assim ele entenderá que a ação era vestir a peça. Vá retrocedendo em pequenos passos até que ele execute a ação de forma inteiramente independente.
  • Incentive-o também, da mesma forma, a se servir, comer, beber e assim por diante.
Ao fazer isto, fique calma e elogie tranquilamente cada pequeno avanço. Não fale mais que o necessário e evite irritar-se com pequenos retrocessos. Pense que neste momento você é mais que um pai e uma mãe. Você é um pai ou uma mãe que está cumprindo um papel muito importante para seu filho.

2. Estabeleça rotinas que facilitem a organização de seu filho.
A criança autista tem uma tendencia muito grande a se fixar em rotinas. Você pode utilizar isso a favor da tranquilidade da mesma. Por exemplo, para organizar uma boa noite de sono, em horários pré-fixados, dê o jantar, o banho, vista o pijama, coloque-a na cama e abaixe a luz. A ordem pode ser esta ou alguma outra um pouco diferente, de acordo com sua preferência.
Nada melhor para enfrentar um dia duro de trabalho que uma boa noite de sono. E uma rotina para encerrar o dia funciona bem para a maioria das pessoas.
Mas tente fazer disto uma forma natural de encerrar o dia de seu filho, e não um ponto de atrito entre membros da família.

3. Ensine seu filho a quebrar rotinas.
  • Faça pequenas mudanças na vida diária, no começo de preferência uma de cada vez. Mude o lugar de seu filho à mesa, tente variar a comida, colocar a TV em um canal que não seja o preferido dele, mude o caminho de ir à escola. As rotinas não são imutáveis, e é melhor que seu filho aprenda isto desde cedo.
  • Você pode achar paradoxal, mas ao mesmo tempo em que a rotina é importante, é importante também aprender a aceitar mudanças.
4. Frequente locais públicos com seu filho.

Se seu filho for pequeno, dê preferência a parques públicos onde ele possa brincar em atividades necessárias para qualquer criança - principalmente para ele -, como escorregar, balançar-se, pendurar-se, etc.
Se ele for maior, faça caminhadas em parques, será muito bom tanto para você quanto para ele.
É importante frequentar locais públicos com seu filho, mesmo porque algumas vezes isto é inevitável.
Se você tiver oportunidade de organizar-se neste sentido, depois de algum tempo vai perceber que realmente valeu a pena.

Fonte: Autismo - Guia Prático (Ana Maria S. Ros de Mello)

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