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sexta-feira, setembro 09, 2011

Síndrome de Asperger - Livro House’s Rules

A polícia investiga o sumiço de uma jovem universitária que, dias depois, é encontrada morta. O principal suspeito do assassinato é Jacob, um jovem que entende muito sobre ciências forenses, é fã de seriados policiais e aluno da vítima. Todos os seus comportamentos parecem indicar que ele é culpado: ele evita olhar para as pessoas enquanto conversa com elas, não demonstra emoções quando fala da professora morta. Comportamentos que possivelmente indicariam que ele é culpado pelo assassinato em questão, não fosse Jacob um garoto que possui Síndrome de Asperger.

A história acima é uma ficção, narrada no livro “House’s Rules”, de Jodi Picoult, mas poderia ser realidade: os comportamentos apresentados por Jacob, embora seja um personagem fictício, são coerentes com os vistos em pessoas que sejam Asperger. Mas o que é a Síndrome de Asperger (S.A)?

Uma das principais características dessa síndrome é a dificuldade que aqueles que a possuem têm tem em manter uma interação social normal. Em parte, essa dificuldade é causada pela ausência de teoria da mente nessas pessoas. A Teoria da Mente é um módulo cognitivo que permite que interpretemos as emoções por detrás de um comportamento. Imagine, por exemplo, que alguém está chorando. A princípio, pensaríamos que ela chora porque está triste ou machucada. Se observarmos o contexto, porém, poderemos descobrir que o choro dessa pessoa está relacionado ao fato de ela ter recebido uma homenagem, e que ela está chorando de felicidade. Pessoas que possuam a Teoria da Mente desenvolvida saberão fazer esse tipo interpretação, ou seja, observar um comportamento e descobrir se ele está relacionado com suas causas comuns (no caso, chorar com tristeza) ou com outras causas (no caso, chorar com felicidade). Uma pessoa que tenha S.A. terá dificuldade com a teoria da mente e, portanto, em interpretar os comportamentos que estão a sua volta. Em consonância com essa característica, está o fato de pessoas com Asperger muitas vezes interpretarem ao pé da letra tudo que lêem ou ouvem, ignorando que uma frase pode ser dita, por exemplo, em sentido figurado. Outro elemento que faz com que a pessoa com Asperger tenha dificuldades sociais é sua dificuldade em demonstrar suas emoções e em reagir às emoções dos outros. Algumas também não suportam o contato social, como o toque de pessoas desconhecidas ou a troca de olhar. Além de sintomas relativos ao relacionamento com outros, os pacientes com Asperger também costumam ser extremamente apegadas a rotinas, podendo ficar descontroladas caso algo saia do planejado. Elas também possuem fixação por certos assuntos ou objetos. Sua forma de pensar é extremamente lógica. Alguns pacientes também apresentam comportamentos estereotipados, como movimento constante do corpo para frente e para trás, particularmente em momentos de forte ansiedade. Os sintomas costumam aparecer de forma mais forte após o primeiro ano da criança

Olhados isoladamente, todos os comportamentos listados acima são característicos de outra síndrome: o autismo. Por esse motivo, muitos pesquisadores consideram a S.A. como um tipo de autismo, alto funcionamento, já que a criança não possui atrasos no desenvolvimento cognitivo ou na linguagem (que diferenciariam os dois transtornos). Essa, porém, não é uma posição unânime entre os pesquisadores.

Não se tem certeza de quais são as causas da S.A. Por muitos anos, se suspeitou que o único motivo para uma criança desenvolver tal transtorno seria o tratamento recebido em casa, particularmente da mãe. De acordo com esse ponto de vista, a falta de carinho e cuidados familiares faria com que a criança se fechasse ao mundo. Atualmente essa hipótese, conhecida popularmente como “hipótese da mãe geladeira” não é mais aceita. Outra teoria muito defendida está relacionada com uma possível ligação entre as vacinas e o autismo. Essa teoria se baseia no fato de que muitos pais passaram a observar os sintomas de Asperger em seus filhos em após a aplicação de alguma. As pesquisas, porém, não apontam a existência de tal relação, e há muitos relatos de pais que dizem que seus filhos já apresentavam sintomas antes de tomar as vacinas. Assim sendo, o debate a respeito de porque alguém desenvolve essa doença se mantém em aberto, sendo que a hipótese mais forte no momento está relacionada com uma mistura de fatores ambientais, orgânicos e sociais.

O diagnóstico da S.A. é feito por meio de avaliações psiquiátricas, em que um profissional competente identifica os principais sintomas do transtorno e descarta a possibilidade de estarem relacionados a outros distúrbios mentais, como esquizofrenia. O tratamento é feito, principalmente, por meio de terapia e incentivo que o paciente participe de atividades sociais, de forma que ele aprenda a inserir e se comportar socialmente, bem como se controlar em momentos em que a rotina seja quebrada, por exemplo. Por meio de terapia, o paciente que possua Asperger poderá se inserir na sociedade, levando uma vida praticamente normal. Para isso, porém, as pessoas precisam se livrar de seus preconceitos e aceitar aquela pessoa que se comporta de forma um pouco diferente e não a rotular, como aconteceu na obra de Picoult.

segunda-feira, setembro 05, 2011

Portador de Asperger não tem plena compreensão sobre a morte


Questionada sobre a morte de uma namorada, a pessoa com síndrome de Asperger ou autismo de alto funcionamento limita-se a substituí-la por outra. Pois não consegue prever o seu comportamento diante de uma situação hipotética. Isso acontece devido à forma peculiar destas pessoas em se relacionar com o mundo. Inseridas no espectro do autismo apresentam dificuldades na comunicação, abstração e socialização e compreendem apenas alguns aspectos da morte. Um estudo realizado no Instituto de Psicologia (IP) da USP comparou jovens, com idade média de 19 anos,e concluiu que portadores da síndrome de Asperger conseguem entender melhor a morte do que os deficientes intelectuais leves, mas apresentam prejuizo neste conceito quando comparadas as pessoas sem psicopatologia.
Para amparar sua pesquisa, a psiquiatra Letícia Calmon Drummond Amorim apoiou-se sobre o conceito de morte de Jean Piaget.”Segundo o epistemólogo, enquanto se desenvolve a criança apreende as três dimensões do conceito de morte: universalidade (todos os seres vivos morrem), irreversibilidade (não há retorno à vida) e não-funcionalidade (as funções vitais acabam com a morte)” relata a pesquisadora.

Metodologia
A pesquisa envolveu 90 participantes voluntários, sendo trinta considerados sadios, outros trinta com síndrome de asperger e trinta com deficiência intelectual leve. O grau de escolaridade dos envolvidos variou do ensino fundamental ao superior, tendo sido também selecionados pacientes que estudassem em escolas especiais no grupo com deficiência intelectual.

Para o desenvolvimento da metodologia, a cada grupo foi apresentado um questionário sobre a morte. Além de um questionário sócio-econômico para identificação da classe social dos envolvidos. E, somente para os grupos com a síndrome ou com deficiência leve foi realizada uma avaliação quanto ao desenvolvimento adaptativo a partir da escala Vineland, que mede o nível de adaptação em atividades de vida diária e prática. E, o enquadramento de cada paciente na escala de traços do autismo (ATA), que pontua sintomas de autismo.
Durante a análise estatística, Letícia percebeu que em quaisquer das três dimensões o grupo de pessoas com síndrome de Asperger tinham o conceito de morte prejudicado em relação ao grupo de voluntários sadios. Enquanto superou ao grupo com deficiência leve nas dimensões universalidade e não funcionalidade. E, assemelhou-se a este último grupo apenas em não compreender sobre o entendimento quanto à irreversibilidade.

Dificuldade em entender a morte
A psiquiatra diz que “pessoas do espectro do autismo não conseguem ter uma compreensão ampla sobre a morte, por terem déficits na teoria da mente [saber se colocar no lugar do outro e prever suas ações], da coerência central [não conseguem perceber o contexto geral, pois focam em detalhes] e da função executiva [planejar estratégias para resolver o problema]”.

Para a compreensão de cada aspecto, a pesquisadora exemplifica quanto à teoria da mente que ao ser questionado sobre o que aconteceria se morresse limita-se a responder que não sabe pois nunca morreu. Já, em relação à coerência central, por exemplo, ao se mostrar uma fotografia com vários animais e perguntar o que esta pessoa está vendo, ela irá responder um animal que lhe chama mais atenção, ao invés de falar que tem vários animais diferentes. Pois não consegue observara foto em sua totalidade. Por fim, quanto à função executiva, pessoas do espectro do autismo tendem a solucionar problemas apenas por repetição de atos ou por meio de atitudes objetivas, pois não conseguem elaborar estratégias viáveis para resolvê-los.

A dissertação O conceito de Morte e A Síndrome de Asperger foi orientada pelo professor Francisco Baptista Assumpção Jr, do Instituto de Psicologia. A pesquisa deu origem ao livro Autismo e Morte publicado em 2010 pela Editora Rúbio.

A pesquisadora participa do grupo da USP: Clube de Amigos da Sociedade de Asperger, cuja próxima reunião ocorre no próximo dia 04, às 9h30. O ponto de encontro é na aranha do Museu de Arte Moderna (MAM), que fica no portão 3, do Parque Ibirapuera, Av. Pedro Álvares Cabral, s/nº, São Paulo.

Mais informações: site www.jornaldacuca.com; email leticiacdapq@yahoo.com.br

quinta-feira, junho 02, 2011

Querido John: Entendendo o Autismo e Asperger




“Querido John”, recente sucesso nos cinemas inspirado no livro de Nicholas Sparks nos chamou atenção para além da bela trilha sonora e da emocionante história romântica, por abordar um tema incomum nos filmes: a síndrome autista e de aspeger, síndromes muito parecidas, principalmente para quem apenas viu o filme, o que no livro fica mais claro, então resolvemos falar um pouquinho sobre esse tema.

Já de cara temos uma certa estranheza ao ver o comportamento dos personagens Allan e do pai de John, principalmente no que tange os relacionamentos sociais. O pai de John é metódico, tem horários pra tudo, seus dias são sempre iguais e tem um apreço muito grande por sua coleção de moedas. Já Allan é uma criança que não consegue estabelecer relações de amizades com mais ninguém a não ser com Tim e Savannah.

Esses personagens nos intrigam a querer saber, o que será que eles tem? Por que apresentam comportamentos diferenciados? É o que queremos discutir nesse texto.

Os sintomas apresentados pelos personagens são característicos de duas síndromes especificas: a síndrome autista e a síndrome de aspeger.

O autismo é um transtorno definido por alterações presentes antes dos três anos de idade. Caracteriza-se por perda na qualidade da comunicação, na interação social e no uso da imaginação, pode-se observar também a limitação das relações humanas e com o mundo externo. Allan, o personagem caracterizado como autista tem seu relacionamento bem restrito e sua fala é pobre, não interage com o mundo à sua volta.

De acordo com a CID-10, o autismo infantil se apresenta por um transtorno global do desenvolvimento caracterizado por: a) um desenvolvimento anormal ou alterado, manifestado antes dos três anos, e b) apresentando uma perturbação característica do funcionamento em cada um dos domínios seguintes: interações sociais, comunicação, comportamento focalizado e repetitivo. Além disso, o transtorno é acompanhado, por exemplo, de fobias, perturbações de sono ou da alimentação, crises de birra ou agressividade (auto-agressividade).

Segundo a ASA (Autism Society of American), indivíduos com autismo usualmente exibem algumas das características listadas a seguir:

1. Dificuldade de relacionamento com outras crianças;

2. Pouco ou nenhum contato visual

3. Preferência pela solidão; modos arredios

4. Ausência de resposta aos métodos normais de ensino

5. Insistência em repetição, resistência à mudança de rotina

6. Não tem real medo do perigo

7. Recusa colo ou afagos

8. Age como se estivesse surdo

9. Dificuldade em se expressar - usa gesticular e apontar no lugar de palavras

10. Acessos de raiva - demonstra extrema aflição sem razão aparente



É relevante salientar que nem todos os indivíduos com autismo apresentam todos estes sintomas, porém a maioria dos sintomas está presente nos primeiros anos de vida da criança e podem variar de leve a grave e em intensidade de sintoma para sintoma.

Muitas vezes, o autismo é confundido com outras síndromes ou com outros transtornos globais do desenvolvimento. Isso se deve pelo fato de não ser diagnosticado através de exames laboratoriais ou de imagem, por não haver marcador biológico que o caracterize, nem necessariamente aspectos sindrômicos morfológicos específicos; seu processo de reconhecimento é dificultado, o que posterga seu diagnóstico que é feito clinicamente, mas pode ser necessário a realização de exames auditivos com a finalidade de um diagnóstico diferencial.

Já a síndrome de asperger, descrita pela primeira vez em 1944 por Hans Asperger, trata-se de uma perturbação da personalidade, em contraste com o autismo infantil, onde os interesses são mais provavelmente por objetos, na síndrome de aspeger os interesses são mais por áreas intelectuais específicas.

Muitas vezes, estas crianças com asperger mostram em idade pré escolar, um interesse obsessivo por uma área específica como matemática, por exemplo, querendo aprender tudo que for possível sobre o tema e tendendo a insistir nisso em conversas e jogos. Esses interesses podem persistir até a fase adulta. No filme, o pai de John tinha obsessão por moedas que eram tratadas como seu maior bem e apenas através desse interesse que conseguia estabelecer alguns laços, como aconteceu com Savannah que conseguiu se aproximar dele se interessando também pelo tema.

Apesar de serem síndromes distintas, em ambos os casos o diagnóstico deve ser realizado por um profissional qualificado, baseado no comportamento, anamnese e observação clínica do indivíduo.

O tratamento consiste essencialmente em processos psicoterapêuticos individualizados. Ele requer intervenção em diferentes níveis, envolvendo necessariamente apoio psicológico e educacional, que devem ser prestados em colaboração estreita com diferentes profissionais (pediatras, psiquiatras, psicólogos, professores regulares e especializados). Este apoio deve incidir nas dificuldades específicas da criança, no entanto, ele deve, de uma maneira geral, incluir as áreas das competências sociais, linguagem, interesses e rotinas, motricidade, competências cognitivas e sensibilidade sensorial.

John a princípio não aceitava que seu pai tinha necessidades especiais que poderiam ser amenizadas com um tratamento adequado, o que o levou a não compreendê-lo durante muitos anos. Apenas quando tomou consciência que seus sintomas eram característicos de uma doença e não por querer passou a aceitá-lo, melhorando o relacionamento entre eles. Diferente de Allan, que era compreendido e tinha tratamentos adequados as suas necessidades, o que lhe proporcionou uma vida saudável e feliz desde o começo. Porém, o mais importante para que aja qualquer tratamento é a aceitação do indivíduo e da família de que existe algo a ser tratado.
 

sexta-feira, abril 22, 2011

Vídeo : Mary & Max - Síndrome de Asperger - Legendado

Max escreve uma carta a Mary depois de anos sem mandar notícias devido ao seu problema de saúde, que logo saberia que é Síndrome de Asperger. O personagem faz comentários oportunos sobre suas dificuldades em relação a esse autismo 'leve'.

Max writes a letter to Mary after years without sending news due to his health problem, which would soon know what is Asperger's Syndrome. The character makes timely feedback about their difficulties in relation to that autism 'light'.



Fonte : Youtube



O que é Síndrome de Asperger ?

A Síndrome de Asperger (transtorno de Asperger ou Desordem de Asperger é um síndrome que está relacionado com o autismo, diferenciando-se deste por não comportar nenhum atraso ou atraso global no desenvolvimento cognitivo ou da linguagem.
O termo síndrome de Asperger foi utilizado pela primeira vez por Lorna Wing em 1981 num jornal médico, que pretendia desta forma honrar Hans Asperger, um psiquiatra e pediatra austríaco cujo trabalho não foi reconhecido internacionalmente até a década de 1990.
Estas são algumas das características do portadores de Síndrome de Asperger:
• Interesses específicos ou preocupações com um tema em detrimento de outras actividades;
• Rituais ou comportamentos repetitivos;
• Peculiaridades na fala e na linguagem;
• Padrões de pensamento lógico/técnico extensivo (às vezes comparado com os traços de personalidade do personagem Spock de Jornada nas Estrelas);
• Comportamento socialmente e emocionalmente impróprio e problemas de interacção inter pessoal;
• Problemas com comunicação não-verbal;
• Transtornos motores, movimentos desajeitados e descoordenados.
Estes são alguns dos sinais de alerta relativamente ao Síndrome de Asperger:
Dificuldade em ler as mensagens sociais e emocionais dos olhares – portadores de Síndrome de Asperger geralmente não olham nos olhos, e quando olham, não os conseguem “ler”.
Interpretar literalmente – indivíduos com Síndrome de Asperger têm dificuldade em interpretar coloquialismos, ironia, gírias, sarcasmo e metáforas.
Ser considerado rude e ofensivo – propensos a um comportamento egocêntrico, os Aspergers não captam indirectas e sinais de alertas de que seu comportamento é inadequado à situação social.
Honestidade - portadores de Asperger são geralmente considerados “honestos demais” e têm dificuldade em enganar ou mentir, mesmo às custas de magoar alguém.
Percepção de erros sociais – à medida que os Aspergers amadurecem e se tornam cientes de sua “cegueira emocional”, começam a temer cometer novos erros no comportamento social, e a autocrítica em relação a isso pode crescer a ponto de se tornar numa fobia.
Paranóia – por causa da “cegueira emocional”, pessoas com SA têm problemas para distinguir a diferença entre as atitudes deliberadas ou casuais dos outros, o que por sua vez pode gerar uma paranóia.
Lidar com conflitos – ser incapaz de entender outros pontos de vista pode levar a inflexibilidade e a uma incapacidade de negociar soluções de conflitos. Uma vez que o conflito se resolva, o remorso pode não ser evidente.
Consciência de magoar os outros – uma falta de empatia em geral leva a comportamentos ofensivos ou insensíveis não-intencionais.
Consolar os outros – como carecem de intuição sobre os sentimentos alheios, pessoas com Síndrome de Asperger têm pouca noção sobre como consolar alguém.
Reconhecer sinais de enfado – a incapacidade de entender os interesses alheios pode levar Aspergers a serem bastante desatentos e geralmente não percebem quando o seu interlocutor está entediado ou desinteressado.
Introspecção e auto-consciência – os indivíduos com Síndrome de Asperger têm dificuldade de entender os seus próprios sentimentos ou o seu impacto nos sentimentos alheios.
Vestuário e higiene pessoal – pessoas com Síndrome de Asperger tendem a ser menos afectadas pela pressão dos semelhantes do que outras. Como resultado, geralmente fazem tudo da maneira que acham mais confortável, sem se importar com a opinião alheia. Isto é válido principalmente em relação à forma como se vestem e aos cuidados com a própria aparência.
Amor e rancor – como os Aspergers reagem mais pragmaticamente do que emocionalmente, as suas expressões de afecto e rancor são em geral curtas e fracas.
Compreensão de embaraço e passo em falso – apesar do fato de pessoas com SA terem compreensão intelectual de constrangimento e gafes, são incapazes de aplicar estes conceitos no nível emocional.
Lidar com críticas – pessoas com Síndrome de Asperger sentem-se forçosamente compelidas a corrigir erros, mesmo quando são cometidos por pessoas em posição de autoridade, como um professor ou um chefe. Por isto, podem parecer imprudentemente ofensivos.
Velocidade e qualidade do processamento das relações sociais – como respondem às interacções sociais com a razão e não com a intuição, os portadores de Síndrome de Asperger tendem a processar informações de relacionamento muito mais lentamente do que o normal, levando a pausas ou demoras desproporcionais e incómodas.
Exaustão – quando um indivíduo com Síndrome de Asperger começa a entender o processo de abstracção, precisa treinar um esforço deliberado e repetitivo para processar informações de outra maneira. Isto muito frequentemente leva a exaustão mental.




Dica de Livro : Convivendo com Autismo e Síndrome de Aspeger



Sinopse : 

Esta obra sobre os cuidados com a criança autista é um recurso ideal para as famílias e também para os profissionais que trabalham com eles. Em linguagem clara e simples, os autores explicam a natureza dessa condição e suas variações, e abordam problemas comuns vivenciados em atividades do cotidiano como comer, dormir e ir ao banheiro. Além disso, sugerem estratégias para lidar com crises repentinas de raiva ou mau humor, e apresentam alternativas para melhorar as aptidões sociais e de comunicação. Com base em pesquisas atuais e muitos exemplos de casos, os autores analisam, passo a passo, cada problema e suas causas, propondo várias soluções. 
Autores : Chris Williams e Barry Whright 


Abraços Azuis, 
Silvana 



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