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sexta-feira, junho 24, 2011

“Eu era apenas uma dona de casa, hoje sou atleta”

A mesatenista Jane Karla Rodrigues é pura superação: aprendeu a lidar com as sequelas da pólio e venceu um câncer de mama

 Aos 35 anos de idade, a jogadora de tênis de mesa Jane Karla Rodrigues é uma das mais expressivas representantes brasileiras nos esportes paraolímpicos. Ganhou importantes títulos, nas muitas competições das quais participou.


Seu sonho agora é estar presente e levar a medalha de ouro nas Paraolimpíadas de Londres, em 2012. “Falta essa conquista”, diz a atleta, que mora em Aparecida de Goiânia (GO). E pensar que começou a carreira há tão pouco tempo...



Aliás, quem a ouve falando sobre sua trajetória, com paixão nas palavras e um brilho especial no olhar, nem imagina as dificuldades pelas quais já passou.

Quando estava com três anos, uma febre alta a levou ao médico. Os sintomas pareciam de uma infecção de garganta. Uma semana depois, no entanto, com o enfraquecimento das pernas, foi diagnosticada com poliomielite. “Eu havia tomado as vacinas, mas faltou o reforço”, conta.

Jane parou de andar. A mãe não tinha condições financeiras para bancar sozinha o tratamento de fisioterapia. A menina passou a usar um aparelho ortopédico para ficar de pé, mas não tinha forças nas pernas para se movimentar. “Até que um ortopedista disse que o aparelho não ajudaria: era preciso muitos estímulos para que eu voltasse a caminhar. E minha mãe fez de tudo para que isso fosse possível novamente”.


Na infância, via os amigos correndo e alimentava esse sonho. Apesar da perna atrofiada e da limitação de movimentos, sequelas da paralisia infantil, não se intimidou com a vida. “Sempre brinquei, minha mãe nunca me prendeu. Procurava participar das atividades de forma adaptada. Não podia pular corda ou elástico, mas segurava para minhas amigas”.

Até andar de bicicleta Jane aprendeu. “Minhas amigas, duas de um lado e duas do outro, me ensinaram”, lembra emocionada.


Foto: Arquivo pessoal
Oito anos depois, Jane coleciona inúmeras conquistas

E a vida seguiu. Jane casou e teve dois filhos. Cuidava da casa e da família. Em 2003, então com 28 anos, acompanhando o marido nos treinos de tênis de mesa na Associação de Deficiente Físicos do Estado de Goiás (ADFEGO) foi convidada a experimentar alguns esportes adaptados. “Fiz vôlei sentado, basquete na cadeira de rodas, tentei vários. O último foi tênis de mesa. Foi amor à primeira raquetada”, diz.

Pouco tempo após o início de seu treinamento, foi convidada a integrar a equipe de tênis de mesa do Parapan - era a segunda edição do evento para atletas portadores de deficiência física e visual das Américas, realizada em Mar Del Plata, na Argentina. “Era mesmo só pela exigência de completar o grupo. Não joguei, mas foi um grande momento para mim. Pude ver grandes atletas em ação e coloquei na cabeça que teria de treinar muito para fazer igual, até chegar às Paraolimpíadas”.

Jane passou a treinar com afinco e tornou-se uma grande representante do tênis de mesa. “A cada participação nos campeonatos tinha mais vontade de obter bons resultados. Descobri que era competitiva, queria melhorar cada vez mais”.



Brilhou em competições regionais, nacionais e internacionais. Entre as grandes conquistas estão duas medalhas de ouro no Parapan do Rio (2007), troféu de melhor atleta das Américas (2007), participação nas Paraolimpíadas de Pequim (2008) e terceiro lugar do16º Nahe Cup na Alemanha (2008), jogando contra atletas sem deficiência.

Durante a preparação para os jogos em Pequim, Jane Karla, então separada do marido, foi fazer um treinamento na Alemanha. “Foi ali que conheci o amor da minha vida”, revela feliz. Era ninguém menos do que o treinador responsável por ministrar o curso aos atletas, o alemão Joachim Gögel.


Foto: Arquivo pessoal Ampliar
Com os filhos Lucas, 11 anos, Lethicia, 8, e o segundo marido, Joachim Gögel
“Eu não sabia falar inglês, muito menos alemão. Ele me convidou para tomar um sorvete e levou o computador para colocar as palavras no tradutor. Teve muita paciência”.

De volta ao Brasil, continuaram se falando. Namoraram e hoje estão casados.

Em 2009, a atleta obteve mais conquistas: venceu no Parapan de Tênis de Mesa, disputado na Venezuela. E a partir dali seu objetivo passou a ser o título mundial nas Paraolimpíadas na Coreia do Sul, em 2010. E começou a treinar forte.

No início de 2010, acompanhando a mãe em um tratamento de câncer de mama, também descobriu um tumor no seio. “Era um tipo agressivo, felizmente descoberto no início”. Rapidamente submeteu-se a cirurgia e iniciou o tratamento de quimioterapia. “Precisei ser forte para minha mãe não se abalar ainda mais. Mas de vez em quando me fechava no quarto, chorava, sentia medo”.

Afastada do tênis de mesa, perdeu a chance de participar de alguns torneios. Em meio ao tratamento do câncer, que aos poucos indicava a regressão da doença, foi autorizada a voltar aos treinamentos e participou do Brasil Open, competição realizada no Rio de Janeiro. “Ganhei duas medalhas de ouro e uma de bronze. Foi uma grande emoção subir ao pódio. Não me controlei e chorei muito. Foi como ganhar a primeira medalha da minha vida. Isso renovou minhas esperanças”.

O esporte para Jane Karla representa pura superação. “Contribuiu para minha reabilitação e elevou minha auto-estima. Eu era apenas uma dona de casa e hoje sou atleta. Sinto muito orgulho de mim. A cada dia supero meus limites e vejo que a gente pode tudo na vida, basta acreditar”.

Recuperada do câncer e mais determinada do que nunca, agora ela faz planos para participar dos Jogos Parapan-americanos, em novembro, no México. “Vou garantir a vaga para as Paraolimpíadas de Londres”.

 Fonte : http://delas.ig.com.br/saudedamulher/eu+era+apenas+uma+dona+de+casa+hoje+sou+atleta/n1597039141637.html

quarta-feira, março 02, 2011

Jovem autista baiano se forma jornalista

No dia 5 de fevereiro último o jovem autista Gustavo participou da cerimônia de encerramento de seu curso de Jornalismo, na UFRB - Universidade Federal do Recôncavo Baiano. Era o aniversário de sua namorada e a família toda comemorava mais este importante passo dado na vida de Gustavo.

Gustavo e sua mãe encararam de frente todas as dificuldades que uma criança autista tem, ao lidar com suas dificuldades para se comunicar. Passo a passo, foram superando-as, até chegar a este ponto. Na chamada dos formandos, os colegas que apresentavam os novos jornalistas não deixaram de brincar: Gustavo era conhecido na turma por ser a "Enciclopédia Ambulante", mostrando conhecimento ao longo de todo o curso. Ao longo de sua passagem pela universidade, foi acompanhado pela psicopedagoga e também jornalista Mariene Martins Maciel, secretária da Afaga (Associação de Familiares e Amigos da Gente Autista).

A solenidade foi na histórica cidade de Cachoeira, onde o príncipe regente Dom Pedro foi proclamado "Defensor Perpétuo do Brasil". Palco de batalhas históricas pela independência de nosso País, mostrou-se um bom cenário para mais esta batalha travada pelo jovem "aspie", que é como se denominam as pessoas que têm síndrome de Asperger.

O autismo pode ser descrito como um conjunto de dificuldades com a comunicação e a socialização, que normalmente vêm acompanhadas de uma hiperfocalização em temas restritos de interesse ou em movimentos repetitivos, as estereotipias. Gustavo tem a síndrome de Asperger, um tipo particular de autismo em que a pessoa consegue desenvolver suas habilidades de conversação, mas se mantém com dificuldades para entender o intrincado jogo social.



Fonte : http://cronicaautista.blogspot.com/

quinta-feira, janeiro 27, 2011

Doug Forbis: sem a coluna vertebral e com muitos objetivos na vida



Doug Forbis

Agenesia sacral é uma rara condição de saúde. Pessoas que nascem com ela, acabam tendo suas pernas amputadas devido a sua coluna vertebral não se desenvolver adequadamente no útero. Curiosamente, enquanto muitas pessoas saudáveis acabam ficando insatisfeitas com suas vidas, Doug Forbis, que não tem as pernas, é um exemplo real de otimismo.
Aos 24 anos, ele adora esportes, namora e sonha em se tornar professor para crianças com necessidades especiais e trabalhar como voluntário.



É interessante perceber como sua condição de saúde não o impediu de alcançar os objetivos de sua vida.

Fonte : 

Blog Nova Vida - Elton Britto

Elton Britto
Vou dedicar  esta postagem a um amigo que amo muito , apesar de não dizer isso a ele com uma certa frequencia  - aliás este é um dos grandes erros que cometemos : Não explicitar nosso amor e não dizer como as pessoas são importantes na nossa vida, sejam elas da nossa família ou não. Esperamos que elas partam , para depois dizermos quanto amávamos a cada um .
O dono deste blog de notícias é o Elton Britto , ele tem uma história de vida surpreendente - uma história dolorosa, cheia de altos e baixos , mas ele deu a volta volta por cima , no maior estilo " se a vida  só te der limões , faça uma limonada " .
Elton é um exemplo de luta e dedicação , um homem de fé , sempre sorridente ainda que não esteja se sentindo bem . Nós nos conhecemos num momento muito delicado da minha vida , momento este em que ele foi  com certeza um dos pilares  que ajudou a manter a mim e a minha família de pé.
Hoje Elton é portador de necessidades especiais, é cadeirante,  devido a um acidente de mergullho . Ele está escrevendo um livro onde contará toda a sua trajetória passando pelo início da sua fé cristã , pelo fatídico acidente até  o crescimento e o amadurecimento de um homem que , ainda que tudo pareça contrário sempre segue em frente , buscando o melhor para si e para os outros .
Hoje mais do que irmãos na fé, somos irmãos de luta em prol dos portadores de necessidades especiais sejam elas físicas , mentais ou educacionais .

Visitem este blog e conheça mais desta pessoa maravilhosa que é o Elton .

Blog do Elton Britto 

Abraços ,
Silvana

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