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quarta-feira, junho 15, 2011

Ensinando Matemática : Análise combinatória simples para fazer sanduíches

Clica aí !!!

Objetivo


- Resolver problemas de multiplicação que envolve relações de combinatória simples mediante diferentes procedimentos (tabelas, adições e subtrações reiteradas, cálculos mentais e repertórios multiplicativos).






Dica da amiguinha Elaine Marabita

domingo, maio 22, 2011

Vogais para ler, pontilhar e juntar

Autismo: como incluir na escola regular ?

Para iniciar a discussão de como incluir o aluno com autismo na escola regular é fundamental que se tenha em vista a heterogeneidade dos quadros. Com isto, serão feitas considerações gerais, diretamente relacionadas com as peculiaridades cognitivas e seguindo diversas orientações sugeridas pelos principais autores deste assunto publicadas na literatura científica (Lord, 2001; Peeters, 1998; Nilsson, 2003; Attwood, 2006).



Como ponto de partida, é importante se pensar no ambiente da sala de aula na qual a criança portadora de autismo freqüentará.


Uma vez que se leve em conta a dificuldade para sustentar a atenção e trocar foco de atenção, a necessidade de previsibilidade de rotina e o desconforto sensorial presente na maioria das crianças com autismo, automaticamente surge a necessidade de adaptações do próprio ambiente de sala de aula. Neste sentido, é importante que:


 O portador de autismo se sente próximo ao professor para que o mesmo possa ajudá-lo a dirigir o seu foco de atenção e manter a atenção no que é relevante.


 Na sala de aula exista quadro com informação visual dando dicas sobre a rotina do dia e ajudando o aluno a antecipar e se organizar diante das atividades propostas. Como por exemplo, a existência de uma seqüência de fotos (ou escritos, para quem já lê) demonstrando a ordem das atividades do dia assim como a presença de alguma atividade que foge a rotina (ex. festa de aniversário ou um teatro). O professor deve ensinar o aluno a utilizar o quadro para se organizar. Esta seqüência pode ser construída se utilizando velcro por trás da figura de forma que a criança retire a atividade para qual ela está se encaminhando e a guarde no local onde deve se dirigir (ex. ao ir para educação física ela retira do quadro a figura da educação física e a entrega para o professor na quadra de esportes). Deste modo, a criança sabe para onde vai e tende a ficar menos estressada com as mudanças de sala e com os imprevistos (que freqüentemente são um problema no ambiente escolar). A palavra chave para diminuir o estresse com mudanças de rotina é antecipar. Se a aula de informática hoje será realizada em outra sala, pois a mesma está sendo pintada, o aluno precisa saber disto antecipadamente (e não na hora que está se dirigindo para a aula com a foto na mão). O professor deve levá-lo ata a sala para ver o pintor trabalhando e depois mostrar que hoje será nesta outra sala.


 Exista uma consciência coletiva do quando barulhos ou sons específicos se tornam desconfortáveis (ou até dolorosos) para alguém com autismo. É claro que não é possível conseguir que uma turma inteira se torne silenciosa, mas é possível antecipar e prevenir barulhos especialmente ruins como, por exemplo, alguns instrumentos na aula de música ou estalinhos em uma festa junina. O simples fato de antecipar para a criança com autismo que tal barulho ocorrerá normalmente já traz algum benefício (o pior é ser pego de surpresa). Se existir na escola algum ambiente especialmente barulhento e que a criança não consiga lidar, é importante que se pense em alguma alternativa de local ou atividade para se propor. Para algumas crianças a hipersensibilidade sensorial é tão intensa que somente o uso de protetor de orelhas viabiliza a sua estada em uma sala de aula regular.




Partindo-se do ponto onde o autista tem dificuldade para compreender informações mais abstratas, a tendência de se ter um pensamento mais visual e a tendência de se ater a detalhes (em detrimento do todo), é possível enumeras importantes adaptações na didática e tipo de atividades. Neste sentido, é importante que:


 Se use recursos visuais múltiplos e variados para se conseguir o entendimento do que está sendo proposto. Por exemplo, se o professor pegar o mapa do mundo e visualmente for mostrando ao aluno como se deu a colonização das Américas, este conteúdo tem mais chance de ser aprendido. Se o professor completar o mapa com a foto dos principais envolvidos, seus nomes e suas motivações em cima das setas referentes ao trajeto do colonizador, mais informações serão dadas. E assim por diante. Deve-se priorizar a via visual em paralelo com as informações escritas ou ouvidas.


 O professor esteja atento a dificuldade que o aluno com autismo normalmente tem para interpretar textos e enunciados mais abstratos e complexos. É comum existir dificuldade para que o aluno entenda qual é a idéia central e mais importante. Em função disto, se necessário, o professor deve ajudar o aluno a interpretar o texto ou mesmo o enunciado de uma prova, pois esta dificuldade é uma das características do perfil cognitivo do portador de autismo (e não que ele não queira se esforçar...).


Quanto às adaptações de tipo de atividade é interessante relatar que o aprendizado, a motivação e o tempo de atenção melhoram muito quando o professor consegue misturar ao conteúdo escolar fatos ou dados que tenham relação com os interesses restritos dos portadores de autismo.


Se para ensinar medida em centímetro o professor puder utilizar figuras de dinossauros com diferentes tamanhos de pescoço a serem medidos para um aluno apaixonado pelo tema, certamente a atenção e motivação do mesmo será muito maior, e com isto o aprendizado.


De forma semelhante, diante de um aluno apaixonado por bandeiras de diferentes países o professor pode trabalhar a geografia do mundo utilizando o mapa em conjunto com as bandeiras.


O importante é encontrar um equilíbrio entre respeitar e utilizar as repetições no processo de aprendizado, ao mesmo tempo em que se tenta motivar o aluno para novos conceitos e conhecimentos.


As adaptações de conteúdo e de avaliação dependem integralmente das características de casa aluno, mas de maneira geral conteúdos que dependem de interpretação, inferências, metáforas e linguagem simbólica requerem adaptação (ou pelo menos maiores explicações). É importante ajudar o aluno a enxergar a questão que está sendo proposta de maneira ampla, com flexibilidade de pensamento (o professor deve mostrar que podem existir diferentes pontos de vista em uma mesma questão) e o ajudando a fazer as inferências e tirar as conclusões necessárias. Quando necessário, o professor deve fazer as adaptações de conteúdos, avaliação e tempo que julgar adequado.


A seguir, serão abordados aspectos relacionados à sociabilidade. A escola certamente desempenha um papel central na vida social de uma criança.
Em função dos dados expostos nos capítulos anteriores, é fato que a dificuldade social é um problema central na vida dos portadores de autismo.


Neste sentido, com freqüência a criança autista não só não encontra prazer na vida social escolar como freqüentemente é alvo de maus tratos (bulling) neste ambiente.

Dai a responsabilidade da escola de estar alerta para as questões sociais que envolvem um portador de autismo.


Em primeiro lugar, é importante que fique claro que não basta a criança estar em grupo para estar socializada. Os professores e os demais profissionais da escola devem estar atendo no sentido de ajudar e mediar a relação social da criança com autismo (na medida da necessidade).


Neste sentido, é importante que:


 O professor ajude a criança a participar das atividades e brincadeiras. Para isto pode ser necessário explicar regras de determinados jogos, ajudar o aluno a entender o que os outros esperam dele em cada situação, antecipar possíveis reações das outras crianças (ajudando a criança autista a ver pelo ponto de vista do outro) e até intermediar algumas negociações.


 O professor mantenha contato freqüente com a família para que a mesma seja informada do que está em voga socialmente naquele momento. Se todos colecionam figurinhas do algum X, pode ser útil a criança com autismo também ter estas figurinhas para poder trocar no recreio. Se todos vêem na TV um determinado programa pode ser interessante a criança conhecer para poder participar do assunto.


 O professor ajude a criança a aprender a ter leitura social. Por exemplo, quando a criança com autismo estiver sendo socialmente inadequada em algum sentido, o professor pode ajudá-la a fazer a leitura social necessária, tal como inferir como estão se sentindo os outros a partir da expressão facial e antecipar outras maneiras como poderia se comportar naquela situação.


Para muitos educadores o principal desafio da inclusão de autistas na escola regular é conseguir manejar os comportamentos inadequados, como gritar, fazer birras, pular ou correr em sala de aula. Ponto fundamental neste aspecto é o entendimento de que os comportamentos acontecem em contexto. Por mais que um comportamento pareça não ter motivo, quase sempre este motivo existe. Pode ser um motivo que não faz sentido aos olhos das outras pessoas, mas que claramente faz sentido no universo e nas peculiaridades cognitivas de um autista.


Uma criança que se recusa a colocar uma camisa de outra cor (na divisão de times da educação física) pode se tornar agitada e agressiva se forçada. Tal comportamento aparentemente não faz qualquer sentido. Mas se olharmos sob o ponto de vista da criança é possível que a mesma se recuse a vestir a camisa colorida, pois sabe que na escola é necessário usar a camisa do uniforme e que ela não deve desrespeitar esta regra. O problema é que os outros alunos conseguem flexibilizar a regra e a criança com autismo muitas vezes não.


Com isto, é necessário que o professor e os demais educadores da escola tentem entender as questões de comportamento da criança portadora de autismo levando em conta a sua visão de mundo. Não que dizer que a escola tem que ceder as birras e aos gritos, mas entendendo o porquê fica mais fácil negociar, argumentar, antecipar, usar os recursos visuais e explicar o que está acontecendo para a criança.


Para finalizar, é importante que se fale da dificuldade de atenção encontrada nos alunos com autismo. Tal quadro varia, mais uma vez, conforme o grau do autismo e a faixa etária da criança. Esta queixa, porém, é extremante freqüente sendo narrada a dificuldade para manter a atenção em atividade como "rodinha" ou leitura de estória (para os mais novos) e para prestar atenção nas aulas (para os mais velhos).


Como recurso para lidar com a desatenção em sala de aula, pode ser útil:


 Antecipar para a família e para o aluno conteúdos que serão tratados na escola para que o mesmo seja motivado e envolvido no tema. Como exemplo, é possível imaginar a situação na qual a escola vai trabalhar o conceito de índio na próxima semana. Com isto, a criança pode ser levada ao museu do índio no final de semana anterior e se familiarizar com o assunto. Provavelmente terá mais atenção no tema.

 Manter o aluno fisicamente sempre próximo do professor para que o mesmo o ajude a dirigir a atenção.

 Usar as adaptações didáticas e de atividades expostas neste texto.


Para concluir, é fundamental que fique claro que quando se fala em educação para autismo deve se ter em mente que isto não se refere somente a aprendizado acadêmico e sim a um aprendizado mais global, que deve incluir habilidade social, linguagem, comunicação, comportamentos adaptativos e redução de comportamentos problemáticos. Este processo de educação em portadores de autismo deve envolver as famílias, professores, profissionais extra-escola envolvidos no caso, além dos próprios portadores de autismo.


quarta-feira, maio 11, 2011

Criança que sofreu paralisia cerebral não consegue vaga em escolas no PR


Os pais exigem na Justiça que o menino possa frequentar o ensino regular.
Secretaria de Saúde de Medianeira alega que ele não possui condições.

Do G1 PR, com informações da RPC TV Foz do Iguaçu
 Uma criança que possui dificuldades de locomoção e comunicação, consequências de uma paralisia cerebral, não consegue vaga para o ensino regular municipal, em Medianeira, no Paraná. A família possui dois laudos médicos que atestam que o menino está apto para frequentar as aulas, no entanto, a secretaria municipal de educação alega que possui um documento assinado por cinco profissionais que afirmam o contrário.
A família entrou na Justiça em 2010 para requerer a vaga. “Nós queremos o meu menino indo para a escola, o direito dele de frequentar o ensino regular”, afirmou a mãe da criança, Elizângela Blager.
A secretaria foi notificada pelo Conselho Tutelar em abril do ano passado, mas alegou que uma escola precisaria ser adaptada para receber o aluno. Contudo, até agora, nada foi feito. O pai do menino, Odimar Blager, afirmou que se ofereceu para realizar as obras de adaptação, mas teve a proposta ignorada.
Segundo o advogado da família, Eliezer Coutinho, há respaldo na lei para que a criança consiga a vaga. “Com base na Constituição Federal, no Estatuto da Criança e do Adolescente, e na Lei de Diretrizes de Base da Educação. Nós esperamos que no máximo em trinta dias nós tenhamos uma definição do caso”, afirmou.
Para a professora de libras da educação especial da Universidade Estadual do Oeste do Paraná, Andrea Mazacoti, todas as crianças têm direito à educação. Segundo ela, a secretaria de educação de cada município é responsável por todas as necessidades das crianças dentro das escolas. Ela também ressaltou a importância de haver um profissional especializado para o acompanhamento das crianças com necessidades especiais.
 
Fonte: G1

segunda-feira, abril 25, 2011

Brasil deve ter 570 mil pessoas com autismo

Com base no único estudo epidemiológico sobre autismo no Brasil, que estimou que 0,3% da população de uma cidade teria algum tipo de transtorno do espectro do autismo, haveria hoje no Brasil pelo menos 570 mil pessoas com um TEA.



O número de diagnósticos de autismo tem aumentado no mundo todo e há uma necessidade urgente de se saber quantas pessoas com transtornos do espectro do autismo (TEA) existem no Brasil. Tomando como referência o único estudo epidemiológico sobre autismo no Brasil, que estimou que 0,3% da população de uma cidade teria algum tipo de transtorno do espectro do autismo, haveria hoje no Brasil pelo menos 570 mil pessoas com um TEA.

As informações são da engenheira florestal e mãe de um autista de 16 anos, Inês de Sousa Dias, sócia-fundadora do Autismo&Realidade, entidade que vem divulgando várias informações importantes sobre o autismo em seu site na Internet. De acordo com ela, precisa haver uma grande campanha nacional de conscientização sobre autismo. “Há muitas pessoas no Brasil não diagnosticadas por falta de informação das famílias e dos profissionais”, lamenta.


Inês reforça que, com uma checagem relativamente simples, o pediatra pode sinalizar sintomas de autismo e encaminhar para diagnóstico. “Em condições propícias, as pessoas com autismo podem ser pelo menos muito felizes”, destaca.


Mas ela já conseguiu identificar alguns avanços. “Desde quando meu filho foi diagnosticado, em 2001, o avanço tem sido impressionante, principalmente em relação à conscientização dos pais e sua busca por melhores condições dos filhos”, vibra.


Ela observa que existem várias pessoas que, “a partir do quase nada de recursos”, vão à luta, aprendem, reivindicam, mobilizam e conseguem melhores condições para o seu filho e ainda beneficiar muitas outras famílias. As duas maiores instituições de assistência às pessoas com autismo no Brasil, cita Inês, são a AMA, em São Paulo, e a Casa da Esperança, em Fortaleza, fundadas e dirigidas até hoje por mães de autistas.

Estas instituições lutam para fazer um bom trabalho, diz ela, mas normalmente tem uma grande fila de espera. Caso da Casa da Esperança, em Fortaleza. “Uma das grandes angústias de quem dirige essas instituições é dizer não a uma nova família… Faltam serviços governamentais ou não, falta pessoal capacitado, faltam recursos para as instituições existentes”, lamenta.


Sobre a inclusão, ela acredita que esse é um assunto um tanto polêmico. Há quem defenda que o autista deve estudar sempre na escola regular; Outros acreditam na escola especializada. “Eu acredito na diversidade: para cada pessoa, cada família, cada história existe a solução mais adequada. A escolha inicial e preferencial, no entanto, deve ser sempre a escola regular”, opina.

Para ela, há experiências muito positivas de inclusão em escola regular. Ela chama atenção para o fato de crianças com autismo, sendo bem atendidas nas suas necessidades, estimuladas e compreendidas, aprendem muito com as outras crianças. “As outras crianças e os educadores aprendem muito mais com seus colegas e alunos com autismo. As adaptações que beneficiam os estudantes com autismo beneficiam também os outros estudantes, como conforto acústico, diferentes maneiras de ensinar…”, exemplifica Inês. (Lucinthya Gomes)

SAIBA MAIS
A criança com autismo tende a não brincar de faz-de-conta, fica enfileirando os carrinhos, por exemplo, mas não brinca de levá-los ao posto, de apostar corridas.
Crianças (e os adultos, muitas vezes) com autismo são propensas a “pitis” e não conseguem entender muitas das regras sociais. Pais de crianças com autismo acabam vendo muitas caras feias de adultos que acham que são crianças mal educadas. Outras vezes podem ser vistas como “mimadas” pelos pais.

Nas escolas este fenômeno é frequente. Se os professores e diretores fizessem um esforço para entender o que é o autismo e como se comportar frente a uma criança com esta condição, seu aproveitamento seria muito melhor.


CURIOSIDADE
Há o preconceito de que toda a pessoa com autismo tem alguma super-habilidade junto com as deficiências, como no filme Rain Man. Isso não é verdade, apesar de acontecer com alguns.


Outro grande erro é dizer que “o autista vive no seu próprio mundo”. Cada vez mais se sabe que a maioria entende o que se fala para eles e sobre eles.


Outro preconceito é de o autista não tem afetividade – ele tem, só manifesta de formas diferentes.

SAIBA MAIS


O QUE PRECISA MUDAR

O Brasil ainda está muito despreparado para atender às necessidades e promover as potencialidades das pessoas com autismo.
Os diagnósticos são tardios e, quando feitos, há carência de profissionais e serviços que saibam atendê-los.
A inclusão escolar é muito incipiente e há muita resistência de escolas públicas e privadas em pelo menos tentar inclui-los.
São comuns casos de crianças que, aos 10 anos, já foram expulsas por cinco ou seis escolas. São locais que não aceitam fazer as adaptações, que não aceitam sequer matricular.
Muitos pais ainda ouvem que o filho tem problemas por que os pais não o acolhem emocionalmente. Havia uma crença de que o autismo seria causado pelo distanciamento da mãe, o que deu origem ao termo “mãe geladeira”.


FONTE: www.autismoerealidade.org


Para navegar
www.autismoerealidade.org
www.autismspeaks.org (inglês e espanhol)






domingo, abril 24, 2011

Atividade de Matemática do João Pedro - Fotos

Oi Pessoal, 


Vejam esta atividade do João Pedro... Ele tem feito inúmeras outras coisas, mas são tantas que eu nem sei por onde começar. 
Vou fazer daqui para frente uma semana só com vídeos dele nas suas mais diversas atividades .
Hoje ele está no computador , entretido com um vídeo no youtube que tem os animais e seus respectivos nomes ( escritos e falados) ele fica repetindo cada nome . E também um vídeo chamado  Dinossaurs for Kids " . Ele está copiando cada nome e procurando no google cada tipo de Dinossauro. Lindo. 
Mas para a infelicidade dele tive que dar uma paradinha nesta folia para fazer o deverzinho da escola para amanhã, afinal o feriadão está acabando. 


Beijocas a todos e Boa Páscoa. 


1. Tarefinha linda no caderno feito pela Pró Mare , de matemática . Obs.: Eu achei os quadradinhos pequenos, tendo em vista a letra imensa de João Pedro . 


2.  Como João já tem leitura e escrita  reproduzi o deverzinho no quadro branco ( que nós utilizamos constantemente para ensinar as atividades para ele ) : 



3. Pedi para o papai dele reproduzir no papel ofício a tabela do caderno e respondi junto com ele. Uma graça! Depois recortei e colei no caderno, para que a pró possa corrigir amanhã. Vejam o resultado:


Abraços,
Silvana 

sábado, março 26, 2011

Necessidades Especiais Educacionais - Práticas de Sucesso

Nee Praticas Sucesso

quarta-feira, fevereiro 23, 2011

Não existe um caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho. ( Mahatma Gandhi ) - Espero que leiam e gostem !!!

Tenho estado assim maravilhada com tudo o que tem acontecido com o meu BB , graças a Deus . Eu confesso , com muita vergonha , que em 19-03-2009 (um dia antes do meu aniversário) ,  quando Peu recebeu o diagnóstico de autismo  eu achei assim que não havia mais jeito .Fiquei chorando e pensando que o meu BB não ia se desenvolver em nada, porquê havia acontecido isso justamente comigo... Ele , nesta época não fala nada com nada . Só eram gritos , aqueeeeeles gritos que tem dia parece que seu tímpano vai explodir, algumas estereotipias,quando ele queria algo ele pegava nossa mão e nos direcionava até o seu objeto de desejo ( rsrsr ) . E eu ficava triste e abatida com aquilo tudo, pois na minha santa ignorância aquilo não passaria dali. Eu ficava sabendo pelas pessoas , lia na internet que poderiam haver até casos de melhora , desenvolvimento, progressos, mas parecia que isso estava distante de mim e da minha família ...
Este momento de luto, por assim dizer, ocorre na vida de todos aqueles que recebem uma notícia como esta . A variável aí é o tempo que dura este "luto" . Graças a Deus meu luto durou poucos dias , apesar de quem ainda durante meses  ,mesmo lutando para ajudar o  João eu  muitas vezes perdia a esperança e achava que tudo era em vão.
Pois bem, o tempo se passou e eu conheci a AMA, a Pró Rita, entre outras pessoas que me deram um norte dentro deste novo universo e eu acabei me convencendo que esse tempo todo eu não havia observado em João o que era mais importante : o imenso potencial  dele . Quando eu me dei conta que o João era muito mais do que aquilo que nós víamos pelo lado de fora da casca , as coisas começaram a mudar . E muito!!!!!  Eu comecei a buscar conhecimento, ajuda, praticar em casa as coisas que eu aprendi na Escola Especial, comecei a dar "pitaco" na Escola Regular a qual ele está inserido desde os 3 anos, ou seja desde antes do diagnóstico. Sou a chata , não quero nem saber... Aliás estou sendo exagerada , lá o pessoal até que gosta de mim, não me acha tão chata - pelo menos que me disseram  e faz as coisas pelo João porque gosta especialmente dele ( sem trocadilhos hein ???) . Em 19-03-2011 João completará, para glória de Deus , dois anos de diagnosticado com autismo. E pela mesma glória citada na frase anterior, ele é outra criança...Tem estado mais concentrado, mais obediente , mais participativo... Seu contato ocular é muito bom.. Seu vocabulário tem aumentado consideravelmente ... Aliás vou começatr a fazer uma relação das palavras ditas por ele e postar aqui, mas de antemão eu aviso que a mais nova é "exatamente" ... Isso levando em conta as palavras dentro do seu devido contexto e as palavras soltas, mas que ajuda a comunicação dele conosco . Tem ensaiado umas frases, como eu contei para vocês naquele post anterior , quando  ele pediu água ao pai  . Eu tenho vivido muito feliz, ainda que muitas coisas me preocupem  e me chateiem . Mas quando eu coloco os olhos no João Pedro eu vejo que as mãos de Deus não tem nos abandonado e João tem cada vez mais crescido e dado muito orgulho.  Não pensem vocês que eu sou o primor da segurança e da paciência. Frequentemente , eu perco o chão e também a paciência , afinal de contas,as coisas se tornam desgastantes às vezes.Mas merecemos um descontinho, né ... afinal estamos tentando fazer o nosso melhor. Hoje a cada dia que chego do trabalho , minha mãe me conta que ele falou algo novo, cantou uma musiquinha nova ... Ontem por exemplo, eu fugi da minha rotina rsrsrs sempre que eu chego do trabalho eu vou para a porta esperar a kombi ( ou perua, como vocês preferirem) que traz ele e os coleguinhas da escola . Ontem precisei ir à ótica e não deu tempo. Quando a kombi parou na porta minha mãe foi recebê-lo e ele ficou olhando para todos os lados e falando : Mamãe ? Mamãe ? Pois é , a partir de hoje a menos que eu vá tirar o pai da forca ( rsrsr ) eu vou tentar ao máximo não faltar neste momento o qual João mostrou ser muito importante para ele: A minha presença toda vez que ele chega da escola . Conforme for, o pai ( seja qual for: o meu o dele rsrsrs ) vai ficar lá na forca mesmo, depois eu tiro rsrsrsrs .
O Autismo, além de tantas outras , me deu ,  parafraseando o nome do blog , uma lição de vida  muito importante  : Antes eu era muito ciumenta com meu João, não gostava que ninguém pegasse, ninguém tomasse conta , ele era o mais lindo ( peraê esta lição eu ainda não aprendi , ele ainda é o mais lindo de todos ) , era só meu e eu achava que somente a minha presença e cuidados bastava . Hoje depois desta nova fase da nossa vida eu aprendi a dividir o meu amor e o meu cuidado com muitas pessoas . Um dia a pró antiga dele ( do ano passado)   mandou um email me parabenizando pelos avanços de Jú. Ela dizia " estou muito feliz pelo nosso João... posso chamá-lo de nosso ? " 
E neste dia eu respondi o que já estava internalizado no meu coração: " Sim, pró, João é nosso... Ele é meu, ele é seu ele é de todos aqueles que o ama e que luta para que ele continue avançado, e que nesta luta traz em suas mãos e à sua frente armas muito importantes :  o escudo da coragem e da fé para  e avançar por caminhos desconhecidos ;  a espada  -  para derrotar os inimigos: a desesperança, a fraqueza, o sentimento de derrota . E o mais importante : à frente deste exército em prol da causa dos autistas, traz a BANDEIRA DO AMOR !
Termino por aqui,  com os olhos marejados... Espero de verdade que vocês leiam este texto .
Bjocas

Silvana , mãe do João pedro, com muito orgulho!!!!!

quinta-feira, fevereiro 17, 2011

Carteira escolar inclusiva

O Estúdio Índio da Costa Design e a ONG Noisinho da Silva, que luta pela inclusão das crianças deficientes físicas através do design universal, desenvolveram uma carteira escolar inclusiva, para estudantes, portadores ou não de necessidades especiais. O conjunto de mesa e cadeira garante bom posicionamento, estabilidade e segurança para o estudante na realização de suas tarefas escolares.








O Estudio Indio da Costa considerou todos os aspectos importantes, seguindo as normas da ABNT e do Inmetro para mobiliário escolar, com o objetivo de suprir as necessidades de uma carteira escolar completa e diversificada. Ela possui diferentes regulagens, que se moldam aos diferentes tamanhos de crianças.




As inovações do projeto já podem ser visualizadas no assento em baixo relevo próximo ao encosto, que busca uma melhor postura do quadril e da coluna do estudante. As laterais possuem elevações que servem de barreira para auxiliar crianças com dificuldades de locomoção, de sentar e de levantar. O assento conta com um cinto de segurança que impede as crianças com necessidades especiais escorregarem da cadeira.


A largura pode ser regulada de acordo com o necessário, assim como o tampo da mesa levanta de acordo com a vontade da criança. Ao lado da mesa, existe um local apropriado para colocar livros e cadernos, além de um aparador que fica em cima do tampo para prender o material utilizado.




A carteira - de plástico injetável; material barato, resistente e reciclável em estrutura metálica interna - tem o objetivo de atender ao maior número de usuários, considerando particularidade como altura, peso, e as demais dimensões do corpo da criança deficiente ou não. "No assento é encontrado um baixo relevo no encosto para estabilizar o quadril. As laterais são um pouco mais altas servindo de barreira garantindo firmeza e controle dos movimentos. O cinto e a "sela" evitam que as crianças deficientes físicas escorreguem do assento", explica.


Além disso, o encosto tem como principal função o suporte da região lombar, as sapatilhas auxiliam no posicionamento dos pés e o cinto retrátil pode ser usado quando a criança necessitar de maior apoio. "Todos esses acessórios garantem seu correto posicionamento na cadeira, a criança é obrigada a sentar-se corretamente".


No caso de crianças que usam cadeira de rodas, a mesa é estendida, o que possibilita que a cadeira de rodas entre por debaixo da mesa. Apesar de ter um custo de 30 a 40% a mais que as carteiras tradicionais, o projeto da carteira inclusiva tem a durabilidade muito superior, tanto pelo material utilizado quanto na possibilidade de ajustes dos acessórios que podem ser utilizados ou não. A carteira possui regulagens de altura, permitindo a sua utilização em crianças de 6 a 12 anos.








Contato por email: carteiraescolarinclusiva@gmail.com

quarta-feira, janeiro 26, 2011

Inclusão escolar da criança com autismo

Mãe de duas crianças com autismo tem dificuldade para encontrar escola para os filhos

Portadores de grau leve do transtorno que afeta a comunicação, os dois irmãos foram rejeitados por colégios da Capital


Encontrar uma escola para seus dois filhos — uma menina de seis anos e um menino de três — se transformou em drama para uma mãe em Porto Alegre. Portadoras de um grau leve de autismo, as crianças já foram rejeitadas em duas escolas particulares próximas de sua casa. Agora, a mãe pensa em se mudar para perto de um colégio que aceite o casal de irmãos.



Motivado por casos como esse, o Ministério Público Estadual (MPE) tem um inquérito civil sobre inclusão escolar em andamento na Capital.


A mãe das crianças, Alessandra Araújo Gudolle, conta que a menina atualmente cursa a 1ª série do Ensino Fundamental no colégio Pastor Dohms, no bairro Cavalhada, onde mora. Porém, como a escola vai se transferir para outra região da cidade, Alessandra se viu obrigada a procurar um novo estabelecimento para Júlia fazer a 2ª série, e o irmão menor, Eduardo, ingressar na pré-escola. Até agora, não teve sucesso.


Na primeira tentativa, no colégio Santa Tereza de Jesus, no bairro Cavalhada, diz ter ouvido da direção que o estabelecimento “não faz inclusão”. Argumentou que os sintomas dos dois filhos são amenos e se manifestam como uma espécie de timidez mais intensa, sem necessidade de equipe especial de atendimento ou de adaptações físicas da escola. Nem mesmo foram recebidos para uma visita às dependências.


A família se encheu de esperança após uma visita a outro estabelecimento próximo, o Maria Imaculada, localizado no bairro Praia de Belas. Fizeram uma primeira visita ao local, onde já estuda cerca de uma dezena de alunos portadores de deficiências físicas ou mentais. Porém, um dia depois, Alessandra foi chamada e informada de que não poderia fazer a matrícula. A dupla rejeição abalou a pequena estudante. Como sua escola vai mudar de endereço, praticamente todos os colegas já anunciam entre si onde vão estudar ano que vem — menos Júlia.— Eu digo para a minha filha que os colégios não têm vaga para ela. Mas todos os outros colegas já comentam sobre a escola onde vão estudar no ano que vem. Ela chora e tem dificuldade para dormir à noite — revela Alessandra.


Especialista destaca o estudo em escola regular


A pedagoga Adriana Latosinski Kuperstein, especializada em autismo, afirma que a inclusão escolar é fundamental para o desenvolvimento das habilidades.


— Estudar em uma escola regular melhora o prognóstico. Além disso, o tratamento precoce tende a amenizar os sintomas a ponto de que, em muitos casos, só os familiares e especialistas conseguem detectar o autismo — comenta Adriana.


Como o médico da família não recomenda grandes deslocamentos para os irmãos no caminho para a escola, a mãe agora cogita se mudar a fim de que a menina continue estudando no Pastor Dohms ou em outra escola que a aceite.


— Muitas pessoas acham que autista é aquela pessoa que bate a cabeça e grita. Mas isso é um estereótipo. Minha filha tem avaliações excelentes na 1ª série — afirma Alessandra.


Inclusão de deficientes é apenas parcial


A legislação estabelece que a política educacional brasileira deve privilegiar a inclusão de portadores de deficiência no sistema regular de ensino. Porém, a falta de uma determinação mais explícita sobre a obrigatoriedade de matrículas faz com que a inclusão escolar seja apenas parcial.Por meio de um inquérito civil, o Ministério Público Estadual acompanha há cerca de dois anos relatos semelhantes aos de Alessandra. Foi estabelecida uma comissão com as secretarias da educação do Estado e de Porto Alegre, entidades de defesa dos direitos de portadores de deficiência e do Sindicato dos Estabelecimentos do Ensino Privado do Estado (Sinepe).


— Estamos em uma fase de transição, em que as escolas públicas e privadas ainda não conseguem atender a toda diversidade de situações. Por isso, a solução razoável foi montar um cadastro com que tipo de deficiência cada estabelecimento pode lidar. Espero receber o resultado final em breve — diz a promotora da Infância e da Juventude Synara Buttelli.


Synara afirma que, apesar de a legislação pregar a inclusão, é preciso ter compreensão quando a deficiência do aluno exigir uma estrutura física ou de pessoal inexistente. Nesse caso, segundo ela, fica difícil cobrar a matrícula. Porém, quando a deficiência é considerada leve, em tese não haveria razão para negar o acesso:


— Do ponto de vista legal, existe, sim, o direito de a criança ser incluída no ensino regular. Infelizmente, isso não ocorre de uma hora para outra.


O presidente do Sinepe, Osvino Toillier, afirma que há mais de um ano não há relatos de recusa de matrícula.— Entendemos que a escola particular deve ser inclusiva, mas não há como todas elas atenderem a todos os tipos de deficiência — ressalva.
COMO LIDAR COM A SITUAÇÃO A ESCOLA
- É importante abandonar estereótipos sobre o autista como aquela pessoa que grita e se balança o tempo todo. A doença tem vários graus e, quando tratada desde cedo, aumenta significativamente a capacidade do portador. Recomenda-se que, sempre que possível, um estudante com transtorno de autismo estude em uma sala de aula comum. Basta que os professores saibam do problema, estejam atentos a necessidades da criança e mantenham contato em reuniões periódicas com o médico e os demais profissionais que acompanham o aluno, como psicólogo ou fonoaudiólogo.
A FAMÍLIA
- Embora seja possível entrar com uma ação judicial para garantir o acesso à educação, seja em rede pública ou particular, é recomendado procurar um estabelecimento que faça questão de aceitar a criança com transtorno autista e trabalhar com ela – o que tende a criar um ambiente mais favorável para ela. Escolas com menor número de alunos também são preferíveis aos grandes estabelecimentos, por permitirem, em tese, uma atenção mais individualizada.
A QUESTÃO LEGAL
- O artigo 208 da Constituição Federal assegura ao deficiente o direito de frequentar a rede regular de ensino, seja ela pública ou particular.
- A Lei de Diretrizes e Bases da Educação e a lei de inclusão escolar estabelecem uma política nacional que privilegia a matrícula de portadores de necessidades especiais, físicas ou mentais, em escolas regulares. Porém, não resultam em uma obrigatoriedade explícita para os colégios particulares.
- Conforme a promotora da Infância e da Juventude do Ministério Público Estadual Synara Buttelli, nem sempre é possível exigir a matrícula do colégio, principalmente quando exige algum tipo de estrutura física ou de pessoal de que o estabelecimento não disponha.
Fonte: Zero Hora

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