Mostrando postagens com marcador Tratamento. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador Tratamento. Mostrar todas as postagens

sexta-feira, junho 03, 2011

Terapia com animais ajuda crianças e adultos

PORTIMÃO
Terapia com animais ajuda crianças e adultos

A quinta pedagógica de Portimão está a usar animais para tratar crianças, jovens e adultos com problemas mentais, emocionais e até físicos. Cavalos, cães, burros e coelhos foram treinados para melhorar a vida e a saúde de crianças e adultos com vários tipos de doença e deficiência.

As realidades próprias do campo podem ser conhecidas literalmente nos dois hectares da quinta pedagógica de Portimão, localizada na Aldeia Nova da Boavista.

O espaço recria uma quinta rural – com zonas de cultivo, de abrigo de animais, um lago, zonas verdes e de lazer –, onde se pode, entre muitas outras atividades, alimentar e acariciar os animais domésticos.

A quinta, que está orientada especialmente para dar a conhecer o mundo rural aos mais novos, está neste momento a desenvolver um serviço dirigido às pessoas com problemas de saúde ou com diversos tipos de deficiências, entre outros diagnósticos.

“A convivência com um animal de estimação, ou que foi treinado, só traz benefícios à sua saúde”, frisam os especialistas. E esta é também a opinião dos responsáveis da quinta pedagógica de Portimão, que está a oferecer gratuitamente serviços de hipoterapia e terapia assistida por animais à comunidade desde 2009, tendo recebido até ao momento mais de cem utentes e diversas instituições de vários concelhos da região algarvia.

Nos últimos três meses, esta oferta terapêutica abrange cerca de cinquenta crianças, jovens e adultos, portadores de deficiências mentais e físicas, assim como outros que sofrem de baixa autoestima e desmotivação escolar, entre outras problemáticas.

Esta terapia usa os animais – essencialmente cavalos e cães, mas também burros, coelhos anões e gatos – para interagir com os portadores de deficiências físicas e mentais, uma atividade que estimula os utentes a movimentarem-se e a ganharem autoestima e confiança.

Segundo os responsáveis da quinta pedagógica de Portimão, os animais utilizados nesta terapêutica “foram devidamente treinados e selecionados” e “funcionam como alternativa ou complementaridade à intervenção em clínica”.

“Nas práticas terapêuticas utilizadas, tem conhecido um franco sucesso o recurso a cavalos (hipoterapia), porque requer dos praticantes a participação e utilização da totalidade dos seus corpos, permitindo o desenvolvimento da força, tónus muscular, flexibilidade, relaxamento e aperfeiçoamento da coordenação motora e do equilíbrio”, explica a autarquia, que é a responsável pela gestão da quinta.

Quinta aberta a várias instituições do Algarve

Segundo apurámos, a maioria das pessoas que beneficiam atualmente da terapia com animais são jovens utentes de instituições algarvias de solidariedade social.

Nessa lista encontramos a CRACEP – Cooperativa Reeducação de Apoio à Criança Excecional de Portimão, o Lar de Crianças Bom Samaritano, o GRATO – Grupo de Apoio aos Toxicodependentes, assim como os alunos das escolas da Bemposta, Coca-Maravilhas, Prof. José Buísel e o infantário “Quinta dos Amiguinhos”, entre outras entidades e alguns particulares.

Pela quinta também já passaram utentes de instituições como o NECI -Núcleo de Educação da Criança Inadaptada, CREMP – Centro de Reeducação Médico-Pedagógica, Casa de Santo Amaro – Associação Lucinda Anino dos Santos, Associação Portuguesa de Doentes de Parkinson do Algarve e a APPDA – Associação Portuguesa para as Perturbações do Desenvolvimento e do Autismo do Algarve.

Para além da terapia com animais, a quinta pedagógica de Portimão realiza ainda atividades adaptadas a cada grupo e problemática, desde sementeira a visitas guiadas ou ao fabrico de pão, entre outras.

O espaço pode ser visitado de terça a sexta-feira, entre as 9h30 e as 17h30, e aos fins de semana, das 10h00 às 17h30.

quinta-feira, junho 02, 2011

Exame de ressonância magnética pode ajudar a diagnosticar autismo

G1

O uso da ressonância magnética pode ajudar no futuro a diagnosticar casos de autismo, aponta um estudo a ser publicado na edição de agosto da revista científica “Radiology” (radiologia, em inglês) e divulgado nesta terça-feira (31). A pesquisa foi conduzida por cientistas da Universidade de Columbia, em Nova York.

O autismo é um conjunto de doenças neurológicas que fazem o paciente ter dificuldades para se comunicar e interagir com outras pessoas.

Os médicos norte-americanos contaram com a participação de 27 jovens com média de 12 anos de idade. Quinze deles formaram o grupo controle do experimento e eram saudáveis. Os outros 12 eram autistas e tinham dificuldades na fala.

Durante a pesquisa, os garotos passaram por exames de ressonância magnética funcional - enquanto escutavam gravações com as vozes de seus pais. Com as imagens geradas, é possível ver quais áreas do cérebro recebem mais sangue durante a realização de uma tarefa e medir o nível de atividade dos tecidos do órgão.

Após o estímulo, foram medidos os níveis de atividade em duas áreas do cérebro dos participantes: o córtex auditivo primário (A1) e uma parte do lobo temporal ligada à compreensão de sentenças (STG, na sigla em inglês).

 
Na região A1, as atividades do cérebro não foram diferentes entre os dois grupos. Já na segunda área estudada, os jovens saudáveis apresentaram uma atividade maior na comparação com os jovens autistas.

Para Joy Hirsch, professor no Centro Médico da universidade e diretor de um laboratório especializado em ressonância magnética, os resultados mostram como o autismo reduz a comprensão de narrativas.

Segundo o especialista, o diagnóstico dos tipos de autismo é difícil, mesmo com a alta prevalência - de acordo com o Centro de Prevenção e Controle de Doenças (CDCP, na sigla em inglês), órgão do governo dos EUA, uma em cada 110 crianças são afetadas pela doença. Normalmente, a descoberta da doença acontece após pais e médicos estranharem o comportamento da criança.


quinta-feira, abril 28, 2011

Presa falsa psicóloga que atendia crianças na zona sul do RJ

No depoimento à polícia, revolta. “Estou indignada, chocada, decepcionada, descrente”, diz a mãe da criança, Andréia Ribeiro.

A partir da denúncia feita pelo casal, a polícia chegou a uma clínica, em Botafogo, zona sul do Rio, especializada em tratamento de autismo. Imagens gravadas pelos agentes mostram Beatriz Cunha atendendo a delegada pensando que ela fosse mãe de um paciente.

“Ela disse que - sem ver a criança - que era uma criança autista que precisaria do tratamento máximo de três horas de tratamento”, conta a delegada Patrícia Paiva Aguiar.

Beatriz foi presa em flagrante. Ela disse à polícia que estudou psicologia, mas não chegou a se formar. Mesmo assim, participava como palestrante em congressos, onde se apresentava como pós-graduada.

Durante dez meses de tratamento os pais da criança nunca desconfiaram que Beatriz Cunha não era preparada para o trabalho. Eles pagaram R$ 5 mil por mês pelo atendimento. Agora, querem saber o que o filho deles, de sete anos, fazia durante três horas, todos os dias, na clínica e entendem porque ele não vinha apresentando melhora.

Eles só perceberam que estavam sendo enganados quando pediram os recibos das consultas, com o registro profissional de Beatriz Cunha.

A falsa psicóloga vai responder por estelionato, falsidade ideológica, exercício ilegal da profissão e propaganda enganosa. “É uma lesão que não é patrimonial só, não tenho como auferir. É uma lesão a cabeça do meu filho”, Gilson Moreira, pai da vítima.

Fonte :  http://g1.globo.com/jornal-da-globo/noticia/2011/04/presa-falsa-psicologa-que-atendia-criancas-na-zona-sul-do-rj.html

LinkWithin

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...